Auguste Dupin: O precursor dos detetives literários Parte 1

2/04/2013 08:21:00 AM





Por: Francisca Raquel Queiroz Alves Rocha



 

Na segunda metade do século XIX, as histórias de detetive se popularizaram e sempre fascinaram o público literário, que são envolvidos nas diversas tramas, falsas pistas, crimes horrendos que duelam com a astúcia, a inteligência e o apurado olhar observador desses detetives/heróis.
            Quem não conhece as incríveis façanhas do detetive Sherlock Holmes, personagem criado por Arthur Conan Doyle? E o que dizer do Hercules Poirot, o detetive belga de Agatha Christie? Quando tudo parece ser uma incógnita indecifrável, eis que nossos detetives parecem ‘obrar milagre’ e solucionar os mais bizarros casos.
            Entretanto Edgar Allan Poe, –escritor americano do período romântico e mundialmente conhecido no cenário da Literatura Universal, após a publicação do poema The Raven em 1845– foi o pai do gênero ‘Romance Policial’ e das histórias de detetive moderno.
            Auguste Dupin foi sua extraordinária criação. Ele é um detetive francês, que mora em Paris, palco dos casos mais intrigantes que se propõe ou é convidado a resolver. Dupin foi o protagonista de três contos: Os assassinatos da Rua Morgue (1841), A carta roubada e O mistério de Marie Rogêt (1845).
            No conto Os assassinatos da Rua Morgue, publicado pela primeira vez na Graham’s Magazine e denominado por Poe como “um conto de raciocínio”, duas mulheres –madame Espanye e sua filha–, são mortas. 
            Para provar que um homem inocente fora injustamente acusado e que o verdadeiro assassino continua a solta, Dupin aceita desvendar esse mistério, sem aceitar a recompensa proposta.
            O detetive tem um amigo ‘sem nome’ que converge–se no narrador das histórias que envolvem o Dupin, descrevendo os métodos incríveis em busca de desvendar qualquer mistério ou crime aparentemente insolúvel.

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