Auguste Dupin: O precursor dos detetives literários Parte 2

2/04/2013 08:20:00 AM



 
Dentre os vários estudos da vida e análise das obras de Edgar Allan Poe, Shelley Costa Blomfield, em seu “Livro Completo de Edgar Allan Poe– A vida, a época e a obra de um gênio atormentado” fala que Os assassinatos da Rua Morgue é um modelo para os demais gêneros que norteiam as histórias policiais, de crimes, assassinatos e detetives: “o interrogatório dos suspeitos, a análise das evidências, a teatral revelação final da solução”, são os apontamentos ressaltados por Shelley em seu livro e encontrados no conto em questão.
            Poe optou em continuar suas histórias inclinado–se a temas do universo gótico, horror/terror e mistério. Com sua morte precoce, o escritor não pôde desenvolver e nem explorar o romance policial, cujo público aumentava consideravelmente e demonstrava interesse no duelo da mente brilhante de Dupin e da mente perigosa e ousada dos assassinos.
            Auguste ainda é considerado o modelo de detetive mais famoso na literatura mundial. As características que intrigam e fascinam o público, reside no grande senso de raciocínio lógico, inteligência, a observação/dedução de fatos/provas/cenas que passam despercebidas a priori, mas que são essenciais para a montagem do quebra–cabeças dos casos misteriosos/crimes brutais, aos quais os detetives estão investigando.
            E finalmente, Shelley, enfatiza que “Poe foi o precursor de toda uma gênese da ficção de detetives (...) e Dupin é o modelo do Homem Pensante”, modelo este que serviu– e ainda serve– de inspiração para compor o caráter e a personalidade de vários detetives modernos da literatura.

  • Share:

You Might Also Like

0 comentários