IDENTIDADE

4/04/2013 08:35:00 AM

Texto produzido para a disciplina de Teoria da Comunicação II



          
            Dentre as concepções estudadas sobre o que é Identidade, enfatiza–se que é o conjunto de dados em um documento que fazem parte do processo de reconhecimento desta pessoa como cidadão, como também a Identidade é a soma das características que constituem o ser humano.
            Em se tratando dos documentos, estes tentam retratar o que somos para a sociedade, mas às vezes, não condizem com a nossa real Identidade e transforma–se numa forma de delimitar um grupo ao qual pertencemos. Quando se estuda a fundo o que é Identidade, temos a compreensão de que vai muito mais além da função de delimitar o sujeito.
            Já no texto “Fragmentos do discurso cultural: por uma análise crítica do discurso sobre a cultura no Brasil”, define–se que a Identidade de um povo está também representada em seu caráter nacional/ regional/ étnico/ classe social, etc, correlacionado com os estudos a cerca da cultura, já que a mesma é uma forma ‘identitária’ de um determinado povo.
            A Identidade refere–se a uma particularidade e difere–se do pertencimento, que tem haver com o coletivo, aos diversos grupos do qual fazemos parte, segundo o texto “O que é identidade?” de Michel Serres.
            Em sala de aula, o trabalho proposto teve como mote ‘Qual é a tua?’ e os grupos foram divididos em: vídeo, blog, texto e fotografia. Me inseri no grupo de texto, em virtude do meu gosto por escrever.
            Baseado na idéia central do trabalho, fiz uma poesia intitulada ‘Identidade’ (ver anexo 1).  É inegável os questionamentos feitos por nós, em um dado momento da vida, no qual ressalta–se a pergunta ‘Quem nós somos?’. A poesia mostra o dilema de uma pessoa que busca descobrir o que realmente é – já que este processo de busca faz parte da construção da nossa Identidade–, o que sente, o que pensa, o que deve fazer, qual o significado de sua existência num mundo que ao mesmo tempo que é encantador, também é sombrio.
            É possível acompanhar ao longo dos versos, os passos dessa ‘pessoa’. Percebemos que o personagem também nega o que é ‘escrito no papel’, pois apenas um documento não representa o ‘todo’ que você é; há uma reflexão sobre os antagonismos da vida, como também aponta para a consciência humana que deseja assumir quem de fato é; e por fim, descreve o processo de construção, reconstrução e destruição das identidades que moldamos ao longo do tempo.
            Na seqüência (anexo 2), a poesia ‘Um sem nome’ relata qual a identidade desses indigentes que vivem nas sombras, escondidas da sociedade, sem família, amigos e que depois de passar tanto tempo sendo esquecidos na vida, ainda permanecem esquecidos quando mortos.
            A idéia sobre fazer uma poesia sobre os indigentes está ligada ao questionamento de como é construído suas identidades. Os indigentes são pessoas que estão na ‘rua da amargura’, suportando a dificuldade de sua própria existência, que logo ao nascer, muitas vezes lhe é negado o direito de ter uma certidão de nascimento, tido como “o primeiro passo para o pleno exercício da cidadania”.
            Essas pessoas vivem nos becos das ruas, sua moradia até o resto de seus dias, sobrevivendo por um milagre divino, sobrevivendo por mendigar, por roubar, por se drogar, por se prostituir, por furtar, por sonhar com oportunidades de um futuro melhor, onde possam exercer o direito de ter uma cidadania, de escrever outra página de sua história, já que as anteriores estão demarcadas por borrões e vazios de uma vida marcada pela inexistência, dor, solidão, preconceito e ignorância, no qual eles mesmos não têm a consciência de sua própria história, de sua origem.
            Quando são vítimas da vida, do destino, da violência, permanecem sem identidade, sepultados em algum lugar, e acima de seus corpos permanecem apenas uma ‘cruz’. Nunca terão alguém para chorar a sua falta, para perfumar o seu sono eterno com rosas, para rezar pelo perdão de sua alma... A única lei que rege a vida daqueles que compartilham tal sina é o esquecimento.

Vejas as poesias nesse link



REFERÊNCIAS BIBLIOGÁFICAS:

SERRES, Michel. O que é identidade? Disponível em: http://si.cb.gaepsp.br/prof/silvio/slide9b.htm.

JUNIOR, Durval Muniz de Albuquerque. Fragmentos do discurso cultural: por uma análise crítica do discurso sobre a cultura no Brasil. Disponível em http://www.cchla.ufrn.br/ppgh/.../fragmentos_discurso_cultural.pdf

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