Capítulo 6: Eu estava errada

2/17/2015 09:26:00 AM

Eu estava ansiosa para a festa. Seria o meu primeiro evento social se portando como uma pessoa normal e ao lado de alguém que agora me fazia bem: Marx. Ele chegou por volta das 18 hs. Eu tive vergonha de mim mesma ao perceber a elegância de Marx. Eu me senti desconfortada agora. Simples demais....

"O que foi? Não estou à sua altura, Lindsay?", disse ele. 

"Pelo contrário, amigo... Você está espetacular. E eu... Não é isso. É que me deu uma vontade de não ir agora. Eu lamento. Eu não devia ter feito esse papelão com você, mas não posso ir."

"De jeito nenhum, Li. Se você não quer ir, ok! Eu simplesmente vou ficar aqui com você, sentado naquele sofá, assistindo uma bobeira qualquer. Independente disso, essa noite eu quero estar com você." Disse ele baixinho demais que quase não escutei. 


Eu tinha que me apressar logo nessa decisão, antes que meu pai chegasse e eu ficasse om mais vergonha ainda dele me encontrar aqui em casa, em um estado deplorável de depressão, arrependida pela primeira vez na vida, de mostrar que eu estou me permitindo ser feliz, que Marx está feliz por me ter ao seu lado, e que minha vida vai dar um giro de 360º graus de felicidade completa por eu ter conhecido o amor. Sei... Estou sendo precipitada demais em conceituar esse sentimento ardente em meu peito. Mas pelo menos, é o que eu julgo ser nessa ocasião. 

Hoje com certeza será uma ocasião especial em que todos do colégio saberão que eu fui a escolhida para fazer parte da vida de Marx, e que juntos, não temeremos nada e ninguém porque ele sempre será meu baluarte, pronto para me socorrer e me proteger. E isso não tem preço...

Senti logo uma pontada de tristeza em seu olhar, substituir aquela alegria inicial.

"Ok! Eu vou!"

"É Lindsay... Você é uma garota surpreendente. Pena que os outros pensem o contrário."

"O ruim desse mundo, Marx, é que as pessoas infelizmente valem pela aparência. A essência no final de contas, é uma merda!"

Assim que chegamos, os olhares do povo do colégio recaíram sob nós. Marx, até então, estava de mãos dadas comigo e tratou de não largá-la, o que de fato, me deixou bastante feliz. Isso significava que ele não tinha vergonha de mim. Contudo, todos começaram a fofocar e descaradamente apontavam em nossa direção, sendo em seguida, liberada uma sinfonia de gargalhadas infernais. Eu fui envolta por um sentimento de insegurança. Logo me arrependi de ter posto os pés nessa festa.



  • Share:

You Might Also Like

1 comentários

  1. Hermoso tu diario Lady Black Raven..felicitaciones y sigue adelante con esa inspiracion que te hace alguien especial..

    ResponderExcluir