O parto

3/05/2015 09:20:00 AM

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Fluídos em meus pulmões me ligam a criação
Um toque aveludado de desejos reprimidos
Sinto-me nauseada, sem rumo, sem razão
Já não me amastes como no primeiro dia?

Meus órgãos estão evoluindo lentamente
De minha essência celeste foi dada um corpo
Recebe-me com carinho com naquela noite
Que ouvi baixinho você dizer que me ama



Já não sinto mais os horrores de seus crimes
Teu pecado imaculado nessas lágrimas
Me dizem adeus
O parto que nunca vai acontecer
O choro de um bebê que nunca ouvirá
Por tua decisão de me abortar
Não condeno teu receio, teu desejo de ser feliz
Desde o princípio fui um fardo?
Um atraso em seus gozos de vida?
Eis-me aqui, sozinha onde retorno
Bato na porta de Guf
Local que descansei minha alma
E esperarei ansiosa meu renascer.

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