Capítulo 1: Espírito perdido

4/30/2015 07:03:00 AM

"Não irei ficar louca como o estúpido do Marx. Ele não teve psicológico ou força suficiente para manipular esta alma penada pro inferno... Não é real. Ela está bem morta. Então por que eu temo esta aparição? Por que cedo aos seus domínios, aos seus caprichos? Por que escrevi esta poesia? Ficarei eternamente presa nesse círculo, no qual escrevo a minha própria sentença acusatória? Preciso fazer algo para acabar de uma vez por todas com esse medo, senão eu ficarei tão estérica quanto a Wanessa ou irei pirar como o Marx..."

"Nossa, Carol.... A sua arrogância é um câncer difícil de curar. Quando vai aprender que eu sou o seu pior pesadelo? Seu pesadelo mais real! Eu sou a punição de seus crimes, menina! E estou cansada desse jogo. Acha que pode simplesmente brincar comigo e não sair impune? Acha que eu sou a tolinha da Lindsay, que estaria numa hora dessas chorando?"

"Pare de me perturbar, assombração! Você não é real!"

"Você não é real! Agora está com medo? Eu posso farejar o medo ao seu redor, corrompendo-a, possuindo cada extremidade de seu corpo, lhe devorando."

Eu sentia que a assombração ficara fraca. Algo a perturbara. Aproveitei de sua fraqueza e corri para bem longe de sua presença. Minha mãe pareceu não entender o motivo para meu desespero. Minha amiga Wanessa acabara de chegar, trazendo mais uma conversa absurda sobre a pessoa cujo o nome eu não gostaria mais de ouvir hoje: Lindsay. Ela só vivia falando do quanto estava arrependido por tudo que fizemos e blá blá blá.... A assombração com certeza estava usando minha amiga para penetrar na minha mente, já que eu a expulsei de minha casa. Eu consegui resistir ao seu poder hipnótico.... só não sabia por quanto tempo...

"Eu vou nos libertar, Wanessa. De toda essa espécie de culpa que você tanto fala..."

Eu arrastei minha amiga para dentro de meu carro. Arranquei em toda velocidade e com vontade de derrubar qualquer obstáculo na minha frente. Não havia mais nenhum sinal da assombração, e isso me deixara bastante aliviada. 

"O que você está fazendo Carol? Não dirija desse modo, por favor. Você está me assustando! Devemos visitar o túmulo de Lindsay e pedi perdão, para ver se o seu espírito encontrará a paz e com isso, nos deixar em paz. "

"Pare com esse falatório, senão eu abro a porta deste carro e lhe empurro agora!"

"Você está louca!"

"Já disse: vou nos libertar!"


***

Brandon me impediu de realmente matá-las? Ou foi Lindsay? Eu a senti dentro de mim, clamando por misericórdia. Ela não pode voltar. Não agora. Nem nunca! 


***
"Eu não quero isso! Vingança... Não depois de ver o quão nociva é. Por que a Lady faz isso? Eu não mandei ninguém fazer justiça por mim.... Se eu não posso viver minha verdadeira segunda vida, ela também não irá. Todos nós devemos voltar ao lugar de onde nunca deveríamos ter nos encontrado..."





A Dança

Alguém está dançando
em minha sepultura.
Mandando calafrios
Embaixo da minha espinha

Eu ouço um riso,
que desperta minha alma
O vento leva as folhas
Onde ele quer que elas vão
As melodias dele encantam nosso mundo
Nossos pensamentos e nos deixa congelados

Neste meu coração
É você que eu encontro
Pegue minha mão,
Eu o levarei para a terra prometida.
Você é único.

Eu ouço um riso
que desperta minha alma
O vento leva as folhas
Onde ele quer que elas vão
As melodias dele encantam nosso mundo
Nossos pensamentos e nos deixa congelados

Neste meu coração
É você que eu encontro
Pegue minha mão,
Eu o levarei para a terra prometida.
Você é único.

Nevil, o que quer que você tenha feito
Estas lágrimas desvanecerão
Nevil, onde quer que você tenha ido
Por favor tenha fé

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