Capítulo 6: Um sonho assombrado

5/19/2015 01:18:00 PM

Lindsay achou que era a hora de assombrar toda a escola e assim começou seu show de horrores e aparições. Ninguém além de mim, sabia que ela estava viva. E mesmo se soubesse, não acreditariam. O boato que se espalhava era de alguém roubara o seu corpo do necrotério. Suspeitaram do pai, desaparecido há dias. Mas ele assim que voltou, tratou de fazer a denuncia à polícia. Logo após a morte da filha, o pai ficara desempregado. Mas acredito que a mágica da Lady começou a partir daquele momento. O sonho reconfortante, a ausência de culpa e libertação da alma de um homem pelo qual a Lady demonstrou simpatia, por motivos desconhecidos. Ela nunca teve tempo de me revelar o que fizera pela verdadeira Lindsay. Na minha frente, ela tinha a imagem de durona, de mesquinha, de sedutora, aquela capaz de manter todos os homens aos seus pés. Mas também residia o espírito de uma pessoa acolhedora, protetora da família e que acreditava no bem e na justiça, mesmo que nesse último caso, sua experiência de traição e morte fizeram com que houvesse um outro posicionamento a respeito da concepção de bem e de justiça.

Com a loucura de Marx e as tentativas de morte de Wanessa e Carol, todos que estudavam naquela escola começaram a temer por suas vidas. Aqueles que ainda duvidavam, provaram amargamente de momentos de terror, nos quais a Lady se divertia a custa do espanto e das maldições que os alunos lançavam pra Lindsay. Todos temiam ir ao banheiro desacompanhados, estar na piscina ou em ambientes fechados. Teve um dia que veteranos quiseram fazer um trote com alunos novatos, jogando-lhes na piscina. Como eles podiam cometer o erro duas vezes? Eu ainda estava trabalhando. Não poderia desaparecer do nada e muito menos deixar que Lindsay cometesse uma loucura em uma de suas aparições.  Foi quando eu vi a água da piscina, que do nada, começou a borbulhar e evaporou-se completamente. Todos ficaram incrédulos e temerosos. Nem preciso dizer do choro e sussurros de pedidos de desculpa. A luz oscilava de acordo com o estado de humor de Lindsay, até que não houve mais nenhuma forma de luz naquele recinto. Siegfried, sob o comando de sua mestra, ajudava-a em sua doce vingança. Em pouco tempo a escola estava um deserto. Um deserto mal assombrado. Pelo menos era o que o povo dizia. Ela passou um dia em frente a escola e sorriu:


"Nós conseguimos, Brandon. Olhe só!"

Eu fiquei calado, apenas contemplando o nada que restara e me perguntando se ela estava ficando louca. Eu começara a temê-la, a medida que intensamente eu a amava. Em momentos de intensos sentimentos, eu me perguntava se estava feliz...me perguntava se ela estaria pronta para passar novamente por todos os testes da vida e da morte novamente,

Ass: Brandon


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