Capítulo 10: O encontro

6/04/2015 08:44:00 AM

Esse foi um dos muitos encontros que tive com o meu ex-amor. Quer dizer, o ex-amor de Lindsay. Posso dizer que naquela noite eu estava deslumbrante. Não havia nenhum medo, insegurança em mim. Havia determinação e coragem de olhar bem no fundo de seus olhos e o fazer cair em sofrimento. 


Era uma noite chuvosa e fria... Marx não dormia bem há muito tempo. Os pesadelos constantes eram terríveis. Já faltara as aulas e se afastara dos amigos, pouco a pouco. Carol havia tentado entrar em contato com ele inúmeras vezes com a preensão de reatar o romance, mas a negativa que recebera como resposta, a fizera desistir de seu menino de ouro.

Acordar todos os dias e sem motivo para estar de pé, era um tormento, pois sempre a chuva de memórias relacionadas a mim, lhe roubara todas as forças necessárias para viver.

"É meu amado corvo, a quem Brandon o chama carinhosamente de Siegfried, aliás, bonito nome... É a hora da verdade invadir a vida desse bastardo garoto..." O corvo violentamente se jogou na janela. Aquele barulho fez Marx pular da cama. Não havia sinal do animal. Um raio iluminara a noite em trevas. Não havia energia elétrica devido a um problema da rede. Somente algumas velas naquele quarto, forneciam um rastro de luz no recinto. Logo ele observou-me em sua cama.


Uma sombra? Talvez esse fora o seu primeiro pensamento. Ele não recuou ou gritou. Pelo contrário... Aos poucos se aproximou de mim, sentido-se magicamente atraído como perturbado, até que o terror consumiu sua face assim que ouviu minha voz.


"Ainda se lembra de mim? Não sou uma pessoa fácil de esquecer, não é mesmo? A pergunta que você deve estar se perguntando nesse momento é: sou uma assombração? Um delírio? Um simulacro? Sou real?"


"Você esta morta!", ele gritou. Rapidamente me aproximei dele e o beijei. Ele lutou para não se render aos meus beijos, mas de nada adiantou. Fiz suas mãos percorrerem meu corpo até ele ter certeza de quem eu era real.


"Eu nunca estive tão viva, Marx. Você sempre lembrará de mim. Ela gostava de poesia, não é? Quer dizer, eu gosto de poesias. A melhor maneira de me honrar diariamente será escrevendo uma poesia que retrate a nossa história de amor na confissão desesperada de um pecador que anseia o perdão de seu salvador."


A porta foi aberta. Era a mãe de Marx preocupada com o grito do filho.


"Mãe, ela está aqui... A Lindsay!" Mas não havia sinal nenhum de minha presença. Tudo que ele fez foi se ajoelhar no chão e chorar.





Insomnia 
Quando a escuridão traz a frio
Para me tirar debaixo
Eu estou preso entre
Os capítulos de um sonho
Algo está chegando e
todo o meu mundo está desmoronando
E sussurra que eu sou
A escolhida
Você pode me ouvir?

Quando a noite começa a cair
Eu vejo as sombras crescente de altura
Alimentando minha insônia
como uma mosca na parede
estou dormindo, mas acordado
Um pesadelo se repete
Na neblina eu sinto
O propósito da minha alma
Todos nós nascemos para deixar um
cicatriz profunda nos corações de muitos
Mas posso realmente confiar que eu sou
A escolhida
Você pode me ouvir?

Porque quando a noite começa a cair
Eu vejo as sombras crescente de altura
Alimentando minha insônia
como uma mosca na parede
Quando a noite começa a cair
eu ouço mil vozes chamar
Perseguindo minha insanidade
como uma mosca na parede

Meu grande confiança olhos
ainda ecoa na mente
A profecia branco brilhante
Protector da luz
Quando a noite começa a cair
Eu vejo as sombras crescente de altura
Alimentando minha insônia
como uma mosca na parede
Quando a noite começa a cair
eu ouço mil vozes chamar
Perseguindo minha insanidade
como uma mosca na parede

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