A Cultura de Massa no banco dos réus

8/12/2015 09:55:00 AM

*texto que fiz quando cursei Jornalismo

*reflexões baseados no texto de Umberto Eco

Francisca Raquel Queiroz Alves Rocha[1]

            O texto expõe acusações a respeito do domínio da Cultura de Massa. A princípio, Nietzsche já demonstrava certa desconfiança em relação ao discurso, igualitário e as multidões. Ortega e Gasset discorrem sobre a Cultura de Massa, na qual a grande massa era vista como uma espécie de “rebanho”, pois achavam que certos valores culturais deveriam ser reservados para um determinado grupo e não compartilhado e distribuído para todos. Já Adorno, aponta para o poder de manipulação da Cultura de Massa.

            Percebe–se que essa cultura propagada, gira me torno dos fins comerciais. Há uma crítica a empresa McDonald’s, porém essas críticas se apresentam baseadas em “modelos clássicos de culto”. Discute–se que o homem como ser inserido nessa grande massa, não é “ele mesmo”, mas sim “outro homem”.

            Paralelo a essa discussão, surgem acusações e defesas da Cultura de Massa, De um lado, temos um mass media voltado para um grupo heterogêneo, ou seja, pelo gosto de cada um e de um todo. Nesse caso, segundo o autor, ocorre uma destruição das “características próprias de cada grupo étnico”, quando se trabalha numa perspectiva de mass media para um grupo heterogêneo. O público, de uma certa forma, apenas absorve o que é difundido pela Cultura de Massa, não podendo manifestar exigências, apenas “sofre as propostas sem saber que as sofre”.

            Como foi dito anteriormente, os mass media oferecem ao público o que eles querem, independente do conteúdo ser bom ou ruim, o importante é “satisfazer o cliente”, visto que rotula–se que os mass media estão ligados a “lei da oferta e da procura”, e conseqüentemente reflete o consumismo que está intrínseco nessa relação entre a grande massa e a Cultura de massa, ou seja, seu objetivo é entreter o público.


            Por outro lado, a Cultura de Massa nasce do seio de uma sociedade, onde ocorre a interação entre diferentes grupos humanos que encontram algo em comum, que os identifiquem. A Cultura de Massa se funde com a Cultura Superior, segundo o autor do texto, mas difundem “produtos” não positivos como erotismo, programas sádicos, etc, uma espécie de “pão e circo”: é dado aquilo que a grande massa quer e ela absorve sem ter a consciência ou a capacidade de julgar se aquilo é bom ou ruim.
             Esse “gosto ou mal gosto” une diferentes pessoas e elimina certas barreiras sócias relacionadas a classe social, opção sexual, etc. E finalmente, encerra–se o texto com a convicção de que certos grupos econômicos difundem a Cultura de Massa com a finalidade de lucrar: “O produto deve agradar ao freguês”.



[1] Aluna do 2º semestre do Curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará– UFC.

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