A ESCOLA DE FRANKFURT

8/14/2015 10:26:00 AM

*texto antigo que fiz quando eu cursei Jornalismo

Francisca Raquel Queiroz Alves Rocha[1]
            Designa–se o termo acima mencionado, o grupo de estudiosos que conceituaram “Indústria de Massa”, fundamental para as discussões a cerca do que é a mídia e conseqüentemente como a evolução dos veículos midiáticos/comunicativos interferem e influenciam a vida da grande massa.

            Á princípio, discute–se a “dialética do iluminismo e indústria cultural”. O ideário iluminista era libertar os homens de seus tutores, que governavam e manipulavam suas ações e pensamentos, onde a Igreja e o Estado exerciam o seu papel de domínio sobre as pessoas. Porém, a indústria cultural é o novo tutor da contemporaneidade, que de uma certa forma, nos controlam.

            A produção e consumo da arte foram regidos pelo surgimento das novas tecnologias de comunicação. O capitalismo foi a força geradora de tal transformação, já que proporcionou uma democratização da cultura, tornando–a como objeto da produção industrial. O cinema e o rádio surgem então, como reprodutores da comunicação e ao reproduzirem a pintura, a música, a palavra, ligam diretamente a arte ao sistema industrial. A cultura hoje é vista como uma mercadoria do nosso capitalismo, ou seja, uma cultura consumista e de mal gosto.

            As antigas instâncias de poder, como a família, a escola e a religião, perdem sua capacidade de influência para a mídia. Destaca–se que até nós, seres humanos, nos convertemos em produtos de consumo desse sistema capitalista e midiático, que juntos, estendem o seu domínio de alienação, impondo suas idéias, participando direta ou indiretamente de nossas vidas, ditando regras de como devemos viver.

            A mídia tem a capacidade de interferir na esfera pública (espaço no qual a sociedade pode discutir à respeito de interesses que beneficiem grande parte de seus membros). A esfera pública, portanto, passou a girar em prol dos interesses privado de um pequeno grupo que impõe o consumismo como lei e ordem da “nova era”. Esquece–se a figura do cidadão e surge o consumidor e o contribuinte que regem tal esfera. Segundo o texto, que tem o poder de controlar a mídia, manipula a consciência. Acredito nessa frase, pois diariamente vemos como a mídia invade a nossa privacidade, nos domina, nos aliena; na política percebemos o grau de poder pela qual, até o governo, sente–se subjugado a ela (a mídia).
             



[1] Aluna do 2º semestre do Curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará– UFC.

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