A obra de arte na era de sua reprodutividade técnica

8/17/2015 12:31:00 PM

*texto que fiz no curso de Jornalismo

*acesse o pdf do texto da análise aqui
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Francisca Raquel Queiroz Alves Rocha[1]

            O texto aponta para questões referentes a obra de arte e sua difusão. A princípio, discute–se que o sistema capitalista reflete diretamente ou indiretamente na vida das pessoas e consequentemente liga–se a cultura daquela massa. Em se tratando da essência da obra de arte, esta se faz presente em seu caráter reprodutível, a partir de imitações feitas pelos discípulos, com base na obra de seu mestre, no qual busca difundir aqueles mesmos preceitos antes ensinados.

            Muito se debate sobre o tema originalidade/autenticidade da obra de arte, transmitida pela tradição, que leva em si a aura ou essência dessa obra e seu caráter histórico/ ritualista/ mágico/ religioso/ cultualista. Fala–se que não existe “arte pura”, assim como cada arte tem uma imagem ou símbolo que embute um valor de culto e exposição. Quando coloca–se valores culturais na arte, esta adquire valor de eternidade.

            Já o cinema, utiliza o aspecto da reprodutividade técnica à favor da difusão maciça do filme. Já a fotografia possui um aspecto de culto retrógrado e muitas vezes não é vista como arte. Na contemporaneidade, a arte torna–se eficaz a partir do momento em que o original deixa de ser o foco principal e transfere para o caráter reprodutível, modificando a relação entre a massa e a arte. A massa é o elemento ao qual a indústria cinematográfica quer atingir.

            Ainda abordando o tema do cinema, destaca–se a câmera. Através dela, temos o “inconsciente ótico” e individualista, que registra o que é ou não é real e faz com que essa percepção sobre um determinado aspecto ou ponto de vista, torne–se a percepção coletiva de quem assiste. E finalmente, temos o conceito de recepção tátil (que rege a reestruturação do sistema perceptivo) e ótica, ligadas a “massa que é quem dita a arte que deseja consumir” e se distrair. E a estética da guerra, diz respeito a “somente a guerra permite mobilizar em sua totalidade os meios técnicos do presente, preservando as atuais relações de produção [...]” e “a guerra imperialista é determinada pela discrepância entre os poderosos meios de produção sua utilização insuficiente no processo produtivo, ou seja, pelo desemprego e pela falta de mercados.[...](BENJAMIN, 1955, p. 13 e 14).
           



[1] Aluna do 2º semestre do Curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará– UFC.

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