Antenas da Brasilidade

8/19/2015 09:29:00 AM

*texto antigo feito no curso de Jornalismo

*acesse o texto original aqui

Francisca Raquel Queiroz Alves Rocha[1]

            Indaga–se no texto que a televisão brasileira pode expor as “múltiplas faces” e “contradições” existentes no Brasil e como a mídia interfere no processo de construção da identidade desta nação. O Brasil que é mostrado na Tv condiz com a realidade ou é uma forma mascarada de mostrar um Brasil mais apresentável? Questiona–se que nem todas as identidades nacionais são mostardas na Tv, já que os impérios televisivos são controlados por uma elite sulista, que cria uma imagem de Brasil diferente da mistura de raças e culturas encontradas aqui.

            A Tv é vista como um instrumento que propaga um sentimento nacional, já que todo brasileiro comunga dessa idéia mesmo sobre perspectivas diferentes, oriundas das características regionais, culturais, etc. Sabe–se que as redes televisivas nacionais tem a capacidade de atingir um determinado público mais abrangente do que uma rede televisiva regional, em virtude de sua programação ter “mais qualidade”. Mas a origem da televisão foi regional e quando ela se popularizou foi que tornou–se nacional, já que “a evolução técnica a projetou além das fronteiras municipais”.

            Com o passar do tempo, surge o videoteipe, que possibilitou o registro de imagens, que seriam transmitidas posteriormente. A ascensão da Tv esteve ligada a propagação de programas de sucesso que eram copiados por outras TVs, onde São Paulo e Rio de Janeiro eram os grandes pólos televisivos. A partir de 1969, com a inauguração da Rede Básica de Microondas, que foi possível interligar as diferentes regiões do país e possibilitou a transmissão de programas ao vivo, assim como os satélites da Brasilsat que efetivaram tal processo de propagação midiática.

            Com isso, a cultura sulista é difundida em decadência da cultura nordestina ou da gaúcha, já que ficava cada vez mais difícil difundir outras identidades regionais, já que como foi dito anteriormente, os pólos de grande influência e poder eram Rio e São Paulo. E finalmente, encerra–se o texto com questões referentes ao modelo econômico implantando pela Tv, o desenvolvimento técnico da Tv, o grande desequilíbrio entre as redes nacionais e regionais, a competitividade, etc.




[1] Aluna do 2º semestre do Curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará– UFC.

  • Share:

You Might Also Like

0 comentários