Os meios de transporte na Região do Cariri

9/02/2015 10:28:00 AM

*trabalho que eu fiz quando eu cursei Jornalismo
            Nos deparamos atualmente com a evolução dos meios de transporte, suas adaptações para o cotidiano e as transformações que sofreram ao longo de décadas, como também os futuros veículos que surgirão daqui há alguns anos.

            Com base no texto lido “Posições situacionistas a respeito do trânsito”, o crescimento das cidades está ligado diretamente ao aumento dos meios de transportes, ou seja, a circulação desses veículos que disputam com os pedestres um espaço na grande cidade (as zonas de trabalhos se misturam ou se associam com as zonas de habitação, em virtude do crescimento das cidades e do mal planejamento, que oriunda inúmeros problemas). Fala–se da idealização que gira em torno da figura do automóvel associado a felicidade ou a realização de um sonho, visto que “como produto essencial do mercado capitalista está no centro da mesma propaganda global” (JAQUES, 2003, p. 112).

            Em se tratando do texto “Paisagem Urbana”, aborda que não temos mais tempo para admirar as pequenas coisas da vida, ou seja, que nossos olhos não observam mais esses detalhes, paisagens, situações que não temos tempo para contemplar manifestações, como o pôr do sol, por exemplo; parar e refletir sobre tudo que está ao nosso redor, já que “a paisagem instaura uma nova maneira de ver o mundo” (PEIXOTO, 2004, p. 11) e as cidades são vistas como “paisagens contemporâneas’, como o “cruzamento entre diferentes espaços e tempos, entre diversos suportes e tipos de imagens” (PEIXOTO, 2004, p. 13).

            O autor associa a arte com a cidade, onde é função da arte moldar imagens de uma cidade, que irá constituir a “própria paisagem urbana”. No texto “A cidade como texto”, iguala–se a imagem ao texto, e conseqüentemente o leitor é o habitante que nela reside (cidade), cujo papel é decifrá–la nos seus mínimos detalhes, seja o movimento dos transeuntes, os veículos, o comércio, a paisagem, as casas, edifícios, propagandas. Ressalta que a escrita estampada nas ruas, monumentos e habitações, retratam e falam de seus habitantes e correspondem a história da cidade e a escrita decifrada é o “deslocamento social do espaço” pelo indivíduo. Destaca–se o andar do pedestre que “ao caminhar em um universo urbano onde muitos outros caminham, o pedestre insere–se em uma rede de discurso”. (BARROS, 2007, p.44).

            O tema geral do trabalho proposto pelo professor Salmito, da disciplina de Estética e Comunicação, foi “Os meios de transporte na Região do Cariri”. Na equipe de fotografia, foi delimitado um tema em cima do que nos foi proposto: “Tudo é movimento”.  A partir dessa delimitação, gira em torno as minhas fotos, que condizem com a proposta apresentada, que é observar e refletir sobre o cotidiano, o deslocamento, pessoas e meios de transporte.

            A ida a campo faz parte desse processo, no qual capturaei as fotos que mostram como é o dia a dia das pessoas, regidos pelo fator tempo, atuante como “mestre que rege o nosso destino” e conseqüentemente as nossas vidas. Parar, observar, pensar, ouvir, falar, capturar, sentir, tudo isso é aplicável na prática, na “ida a campo”, ida em busca de registros de um ciclo que se repete todos os dias, de particularidades, diferenças e semelhanças que só podem ser discutidas a partir de uma observação.

            A princípio, escolhi a Praça Padre Cícero, ponto turístico mais conhecido da cidade de Juazeiro do Norte. O próprio espaço da praça, já revela o movimento de transeuntes, de pessoas que vão ao trabalho, de varredores de rua, comerciantes, etc. Nessa praça o fluxo de pessoas é constante, a todo hora, a todo momento. Nos seus arredores existem pontos de mototáxi, taxistas, paradas de ônibus da Via Metro, São Francisco, Lobo, Bom Jesus do Horto, topiques.

            Mas é na hora do “rush” que nota–se o quesito “pessoas/mobilidade/meios de transporte, conforme as fotos já apresentadas em sala de aula. As fotos foram tiradas de diferentes pontos da referida Praça e do Terminal da Via Metro (Rua Padre Cícero, Rua São Francisco, Rua São Pedro, Rua do Cruzeiro e até na rua onde moro: Rua São José, entre a Rua São Francisco e Rua da Conceição), nos dias 01/11/11 as 10:45 hs da manhã, dia 07/11/11 as 16:00 hs. O mundo gira, o relógio da vida não pára, assim como o movimento das pessoas, dos carros, ônibus, motos, topiques, bicicletas, carroças, etc.

            O trabalho individual abrangeu a temática “O movimento no terminal rodoviário da Via Metro”. A escolha do tema acima mencionado é justificado pelo fato de que é interessante reservar um tempo e observar o constante movimento dos motoristas, cobradores, fiscais e outras pessoas. Mesmo antes do nascer do sol, ouve–se o barulho dos ônibus, a conversa paralela entre tais pessoas... A ida a campo foi uma forma de registrar um dia vivido por essas pessoas, o stress, o trânsito terrível em horários de pico, o pouco tempo para se alimentar e logo em seguida, estão de volta a ativa novamente (realizada no dia 30 de novembro as 16 horas).

            Como pertencente a equipe de texto também, desenvolvi dois trabalhos individuais. O primeiro foi um poema chamado “Velocidade”, que relata a vida e o tempo, a correria de cada indivíduo que vive sua rotina, cuja a vida é regida pelo fator velocidade e tempo. O segundo poema, denominado de “O Chamado da Rua”, retrata uma protagonista de “tantas histórias de vidas, de tantos momentos, movimentos”, que é a rua, inspirado no livro “A alma encantadora das ruas” de João do Rio. De uma maneira bem subjetiva, a rua é vista como um ser que tem a capacidade de ter sentimentos humanos, dentre eles, o que mais se ressalta no poema, é o mesmo sentimento que tememos: o medo da solidão. Nas estrofes, narra–se também tudo que a rua vê, ouve e sente. Esse trabalho possibilitou uma nova visão a respeito de todas as discussões que fizemos em sala sobre mobilidade/meios de transportes, com base nos textos e relatos das experiências individuais de cada aluno.
           




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