Capítulo 4: A história dos quatro Deuses de Mystic- parte 1

10/29/2015 11:04:00 AM

Há muito tempo atrás quando não havia nada no mundo a não ser uma poeria cósmica, surgiram duas forças: a da luz e a da sombra. A primeira era chamada de Visível e a segunda de Invisível. Mesmo sendo opostas em seus duelos e dogmas, em um dado dia de trégua de suas batalhas afim de estabelecer o domínio ou poder diante da magnitude mágica do início do mundo, Visível e Invisível decidiram se unir.

Da união que durou apenas um dia, na concepção de tempo que temos na atualidade, nasceu o Destino, seu único filho, sendo denominado de Força Livre. Aliando-se ao Visível, o Destino, cuja natureza andrógena (oriunda do cruzamento anti-natural das coisas), tratou de gerar filhos para povoar o antigo Reino Mágico de Mystic, que começava a surgir, pouco a pouco. 

O Invisível não imaginava o poder de seu filho. Ele poderia ter criado tudo do seu jeito, ao invés de viver gladiando com o Visível. Desejando possuir o poder de seu filho, o Invisível escolheu dentre as criaturas geradas pelo seu filho, aquela que ele mais amava. Como uma forma de anular toda a boa criação do Reino, (regido pelo Regulamento da Magia do Visível, magia que posteriormente seria destinada aos entes como fadas, duendes, ninfas e demais seres), o Invisível fecundou no ente adorado do Destino e dela, nasceu espécies como monstros, ogros, dentre outros desprovidos de qualquer senso de moral ou leis, que começaram a criar uma espécie de magia oculta, em contrapartida com a que já existia. 

Irado com a afronta do Invisível e desejando se vingar de sua amada, do corpo andrógeno do Destino, nasceu o Destruidor (mais conhecido em outros mundos como morte). Assim como seu pai/mãe gerado, o Destruidor seria uma força de espírito livre a governar a vida de qualquer manifestação energética que habitava aquelas terras antigas.

Dentre os outros seres de maior destaque, nascidos da ira e da tristeza de Destino, um amante traído por seu ente adorado, surgiu o Mago Negro. Este ente passou a mergulhar o Reino em profundas trevas. Sofrimento, angústia, desesperança passaram a reinar. Enquanto isso, o Destruidor sentia-se o rei de seu mais novo mundo sobrenatural, habitado pelos seus eternos escravos.

O Destino enlouquecera quando percebeu que contribuiu com tamanha desgraça para o seu povo, ao notar que criara um filho tão rebelde, que não temia nem os deuses, muito menos os homens. Numa última tentativa de estabelecer o equilíbrio do reino, o Destino se uniu seu "corpo" ao do Visível, numa única prece: sendo assim, dessa união nasceu o Mago Ancião, o oposto ao Mago Negro...


Continua....

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