Tag: Diário da Mãe-Corvo

11/25/2015 07:47:00 AM

Veja também as 30 frases do Diário da Mãe-Corvo: 

http://ladyblackraven.blogspot.com.br/2015/10/30-frases-do-livro-diario-da-mae-corvo.html


Veja o vídeo das frases



E agora eu irei responder as perguntas enviadas por meus blogs parceiros. Quero agradecer a todos que participaram e que enviaram suas dúvidas ou perguntas em relação a minha obra literária:

1. Você discute muito sobre os diferentes tipos de preconceito que uma pessoa pode sofrer. Tem alguma relação pessoal com algo que você viveu?

R: Grande observação! Eu coloco em minhas obras, especialmente na construção de uma vivência de uma dada personagem, aquilo que realmente vivi, não com o intuito de que as pessoas tenham pena de mim, mas que vejam como a gente pode dar a volta por cima e encarar esses dilemas que insistentemente estão ainda presentes na nossa moderna sociedade. 

O preconceito, discriminação e bullying podem ser repetitivos em muitas histórias, mas não deixa de ser um alerta para que nós não sejamos submissos a encará-los como algo comum, normal. Jamais.!!! Na história, os dramas escolares vivenciados pela personagem fragilizada chamada Lindsay tem tudo a ver com os traumas de infância que ainda hoje me assombram. 

Eu me expus nessa história de maneira que, até que nunca me conheceu na vida, soube identificar traços meu na personagem, e chegaram a cogitar, logo que comecei com esta obra em forma de diário virtual, a achar que eu estava passando por algum momento depressivo. Rsrs. O importante é você conseguir conscientizar as pessoas de que esse tipo de ação negativa, esse tipo de julgamento que se faz em relação a uma pessoa, as formas humilhantes pelas quais as pessoas são expostas, geram consequências grandes na vida de quem sofre esse tipo de "agressão". 

Como eu sempre digo, nem todas as pessoas tem um psicológico bem trabalhado para aceitar. Aquelas que conseguem digerir, sobrevivem mais fortes, mais maduras para os futuros desafios. Aquelas que aceitam, que ficam sofrendo caladas, são as que mais precisam de ajuda, pois esses fantasmas de uma hora pra outra, podem assombrar a vida dessas pessoas e expô-las a experiências traumáticas.

2. De onde veio esse nome Mãe-Corvo?

R: A Mãe-Corvo é a mãe da Lady Black Raven, kkkkkkkkkkkk. Brincadeira. Na verdade, você me pegou. Eu não tenho uma linha de raciocínio lógica pra explicar de onde raios eu utilizei esse nome na compilação dos diários da personagem Lady Black Raven.

Na verdade, isso é um spoiler, mas agora que me recordei. Eu elaborei uma trilogia de poemas, para serem lançados a partir de 2016, chamada ALÉM DA ESCURIDÃO, e em um desses livros, existe uma personagem chamada Mãe-Corvo que nomeia o último livro chamado LÁGRIMAS DA MÃE-CORVO. Pensei nesse nome como uma espécie de dividade máxima das dividades que regem o meu mundo imaginativo. Então talvez ai resida a história dessa Mãe-Corvo. 

3. Seu mundo é regido por corvos. Muitos autores de histórias sobrenaturais e de terror utilizam a referência desse animal associado ao mal. Então porque a escolha dele nas suas histórias, para o nome de seu blog, enfim!

R: Culpa de Edgar Allan Poe, por me introduzir no mundo sobrenatural e simbólico do corvo, kkkk. Eu estou ciente dos significados do corvo relacionados ao bem e ao mal. O corvo é um yin-yang: é ligado simbolicamente aos sentimentos negativos, a morte, anunciador de mau agouro, portador do azar e descrito na Mitologia Nórdica como o “Mensageiro do Além”. 

Contudo, o lado místico do corvo é o que me atraí. A sua beleza nas vestes negras, o seu poder mágico residente em mitologias indígenas e nórdicas, a inteligência, são esses tipos de aspectos que eu procuro evidenciar ao utilizar a simbologia desse animal em meus trabalhos literários.

4. Para mim, o diário Ecos do Silêncio é o melhor. O que é incrível é como você consegue simplificar nos nomes, toda a história da Lady. Como você faz para pensar em um título dos seus diários. Atualmente estou acompanhando também o Diário de Saíres, a princesinha do livro O Reino Mágico de Mystic. (E estou adorando por sinal):

R: Obrigado! Seu comentário me deixa bastante feliz. Não existe uma fórmula certa na escolha de um título em uma obra. Há momentos em que você elabora um escopo da história e depois quando ela está desenvolvida, vem em mente o título "definitivo". Outras vezes,  eu imagino o título e escrevo a história envolta por aquele universo. E o pior ainda é quando o título e a obra estão em um círculo vicioso de mudanças. 

Mas desde que me propus a fazer os diários virtuais, estou conseguindo captar de forma natural, o equilíbrio nas escolhas dos títulos de minhas obras em relação a história. Ecos do Silêncio foi o que diário que mais teve visualização aqui o blog, e eu estava em um processo intenso de desenvolvimento, pesquisa e afloramento da imaginação quando o escrevi. 


5. O lance de um objeto mágico poderoso e que desperta desejos de diferentes pessoas é o ponto fundamental da história. Esse tal de "colar da ave negra da morte" é o culpado pelas tragédias da história. Qual é o personagem mais amaldiçoado na história em virtude do uso desse artefato místico?

R: O colar da ave negra da morte foi feito pela necromante, a Lady Black Raven. Na história, ela é pertencente a uma tribo indígena chamada Haida (que realmente existe e é dividida nos clãs: corvos e águias) e dotada de poderes sobrenaturais, pelos quais utilizou-os na elaboração desse objeto, que seria capaz de ressuscitar a pessoa amada. Ela criou esse colar no intuito de resgatar a alma do homem que ela realmente amou e assim serem felizes. 

Esse tipo de poder gerou intrigas e mortes. No decorrer da história, Brandon fará o uso desse colar para tentar ressuscitar sua esposa, a Cassie, numa tentativa falha pois o seu verdadeiro amor é Lindsay. Então, para não revelar detalhes a mais da história, creio que a maldição do colar recaiu mais na personagem Lindsay.

Há certos segredos e conhecimentos que devem permanecer ocultos, pois quando revelados geram a ganância sem limites do coração humano. Talvez essa seja umas das lições importantes a ser extraída desta história. 

6. O que eu achei legal enquanto acompanhava seu diário virtual era as dicas de músicas, poesias soltas e desenhos que fazem parte de capítulos da história. Isso permaneceu no livro, o que achei fantástico. Sobre os desenhos, foi você que fez, não foi?

R: Sim. Mas não sou uma desenhista. Na verdade eu nem sei desenhar direito. Simplesmente me deu vontade de fazer borrões que expressassem dados capítulos de minha trama, mas como você pode ver, não é nada profissional meus rabiscos kkkkkk.


7. Acho que a lição que você deixou na história é que o bem e mal que fazemos volta. Quero parabenizá-la por esse enredo sombrio, mas ao mesmo tempo encantador.


R: Hahaha, obrigado. Adorei o sombrioooo... Rrsrsrs. Na verdade por ser um romance sobrenatural psicológico, tem que beber dessa pegada do sombrio, né? Como eu disse antes em uma apresentação sobre o meu livro "O Reino Mágico de Mystic", acho que a lição mais valiosa que um escritor pode deixar, em meio a um mundo de caos e inversão de valores, é que por mais que o mundo seja cruel, que não haja justiça e que o mal pareça dominar uma boa parte do mundo, temos que permanecer crentes de que o BEM vai prevalecer, de que o AMOR vai continuar sendo o poder pelo qual, muitos ainda não aprenderam a buscar, mas aqueles que o buscaram verdadeiramente, jamais esquecerão do que é o verdadeiro poder.



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