Capítulo 14: De volta ao primeiro lar- parte 2

12/07/2015 07:35:00 AM

Antes de ir, Makato veio até mim. De algum modo, ele soube dos meus planos de ir embora de Mystic por uns tempos. Ele me disse que andou pesquisando sobre a história de nosso reino e conversando com o Mago Ancião, mas não revelou as inquietudes de minha alma, o que de alguma forma, me deixou mais tranquila...seria um a menos para mentir:

"Eu sei sobre a verdade da história de Zilmec. Aquilo que não foi revelado. O que o Mago omitiu, por seus próprios receios, mas que revelou-se de forma visionária a mim, diante de meu estado de desespero. A resposta para alcançar o meu equilíbrio, caso eu não consiga por métodos alternativos.... há uma lenda na qual, eu vou precisar recorrer: a pedra dos quatro deuses antigos".... 

Foi muita informação lançada na mente de Makato. Mas ele parece ser bem mais curioso do que eu... ou então temos uma conexão inegavelmente forte.

"Contudo, acho que se eu fizer isso, conforme a lenda sinistra da pedra, há possibilidade de minha magia nunca mais voltar. Eu não sei como achar as pedras  e se isso vai resolver meu problema, caso o método alterativo seja falho. Mas eu estou disposta a achá-las, se eu sou um perigo ambulante para todos. As vezes é necessário sacrificar-se quando mal maior pode ser gerado de você. Ainda nem nos curamos dos recentes fatos e lutas e acho que não estaríamos preparados para arcar com as consequências de uma nova luta. "

Zilmec absorveu parte do poder de Bruxelis, antes de dividir a outra parte deste poder na pedra negra. E mesmo assim, foi difícil para a fada achar o ponto zen de sua força. Ela não desejava desonrar o seu pai e mostra-se fraca para os demais: e assim, teve que ceder e usar a pedra dos deuses, perdendo todos os seus poderes e morrendo mais rápido do que nunca na floresta solitária.

No meu caso, eu absorvi por completo este poder oculto e isso estaria se manifestando em mim de maneira completamente diferente e assustadora. Eu sei que parece loucura, mas essa foi a solução que achei para seguir minha jornada em paz: controlar as mentes dos meus familiares e amigos para que me permitisse ir embora de Mystic o quanto antes. 

Eu sei que isso foi extremamente errado. Era proibidíssimo fazer isso, até poque em toda a história do nosso reino, ninguém foi capaz de fazer isso que eu acabara de fazer. Nem mesmo Bruxelis. Era uma regra existente na magia, sem de fato, ter alguém apto a executar tal mágica. Mas eu consegui. Talvez isso fosse até um efeito colateral do poder de Bruxelis em mim...

E foi assim, no instinto de defender todos e afastá-los de mim,  que controlei suas mentes para que aceitasse minha decisão, e parti para o Japão novamente. Estava disposta a usar o método alternativo. 

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