A sacerdotisa

1/20/2016 06:32:00 AM


*poesia antiga anotada em um caderno empoeirado

Queime-a, queime-a lentamente
Pois não restará nem o coração
A ser pisado abaixo de seus pés

Espete-a, espete-a com o espinho
Ouça-a gritar em desespero
Mas saiba que sua ira é uma chama

Assim como a mim
Ela vai te consumir
Ela vai te perseguir
Ela vai te usar
E quando menos pensar
A morte será o alívio

Bruxa? Mulher? Puta?
Gritam todos enfurecidos
Mas não arrancam a paz de seu sorriso
Nem a beleza de seu ventre

Abra-a, abra-a assim como eu fiz
Eu a tive em meus braços
Eu penetrei com força

Assim como a mim
Ela vai te consumir
Ela vai te perseguir
Ela vai te usar
E quando menos pensar
A morte será o alívio

"Eu sou o sangue vivo e divino
Eu sou a deusa sacerdotal
Eu sou a guerreira das setes chaves
Eu sou a rosa mais linda
Eu sou a face da mentira
Eu sou o ecoar da verdade
Eu sou o véu deste mundo mortal!"



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