Capítulo 1: Como tudo começou?

1/02/2016 07:47:00 AM

The Kiss of my Justine
Recebi uma proposta em 2007 que mudou a minha vida....

Eu sempre fui uma amante da música. O rock clássico e baladas dos anos 70 e 80 representavam para mim uma época que por mais que fosse desconhecida para mim, de uma certa forma eu me sentia como membro participante dos principais eventos que revolucionaram a música. Eu podia fechar meus olhos e me ver queimar sutiãs, ser adepta de um grupo que questionava a política de sua cidade, ou aqueles que buscavam um elo expressivo com seu eu ou com a natureza... eu podia enxergar-me como adepta do movimento sexo e rock...sem drogas, é claro.  O espírito da fênix da rebeldia estava me consumido sem eu ter conta de como ele surgiu em mim... As músicas e especialmente os solos, me transportavam para um mundo de liberdade do qual jamais pude imaginar.

Eu pensava no quão eu estaria mudada se eu tivesse dado crédito antes, a voz do meu coração. Em momentos de inferioridade, racismo e dores, eu poderia ter me apegado mais as músicas, que de uma certa forma, mesmo que tímida, me davam o apoio necessário para levantar a cabeça e seguir em frente. Eu sempre escutei de tudo um pouco.

Houve um momento "teen" que eu escutava todo tipo de pop internacional... quando as bandas realmente tinham algo de interessante em suas letras, além de expor o lado apelativo e sexual abusivo de uma humanidade decadente e onde uma voz bonita valia mais a pena do que um rostinho e corpo gostoso. 

Não renego aquilo que um dia cheguei a gostar. Mas reciclo e comungo de acordo com minhas novas visões de mundo e de música. 

Tudo recomeçou com Linkin Park e Evanescence em 2006... eu fiquei louca com a voz, as batidas e especialmente a temática das letras dessas duas bandas. Em especial, me identifiquei ainda mais com a Amy Lee. Seu visual inicial, extremamente gótico e triste me atraiu. O preconceito enfrentado na escola, a dor da perda de sua irmã, a sensibilidade exposta em letras que conseguiam atingir minha alma, fizeram dessa banda, meu novo despertar musical.

De lá pra cá, me senti seduzida também pelo heavy metal e especialmente pelos gêneros gothic, doom, metal sinfônico, power, melódico, folk metal... Seria injusto apontar bandas que até hoje são referências para mim em meu processo de composição musical.

Voltando para o ano de 2007 e sobre a proposta... meu irmão queria um aprendiz de sua arte de tocar violão. Eu representava um desafio para ele. Eu não tinha cadência, compasso ou sei lá mais o que.... Eu não sabia cantar e nem bater palma ao mesmo tempo, imagine tocar e cantar? Ele estava louco para formar uma banda e assim, expor seus dotes musicais. Eu estava louca para tocar todas as músicas do Scorpions e começava a compor minhas primeiras canções. Qual seria a imensidão da alegria de matar dois coelhos em uma cajadada só?

Então começou meu treino em violão... e logo em seguida, tive que ser um pouco relaxada... Eu acabara de passar no vestibular para Letras e a jornada para um mundo universitário, me deixava de estômago virado. Eu não sabia como organizar minha vida artística e acadêmica, e logo o sonho de ter minha banda DEEP INSIDE foi indo de água abaixo.

Outros projetos musicais foram deixados de lado, mas receio que a música nunca saiu de meus planos. Eu esperava ter uma vida sossegada sendo professora....Mentira....Era o meu maior medo... Eu me senti aliviada quando eu passei para Comunicação. A desculpa para não fazer os exercícios musicais ou não estar 100% entregue a música ou a profissão de professora, seria a carga excessiva e estressante de um novo curso... 

Eu estava em uma fase down, onde reinava desculpas esfarrapadas. Mas havia elaborado durante esse tempo dois cd's... Pelos menos os nomes, músicas e arranjos já estavam feitos... e eis que Deep Inside e Sinfonia Gótica, cada um com dez composições, estavam prontos. E o nome da banda seria a mesma, que naquela altura do campeonato, eu usara em meu projeto literário: LADY BLACK RAVEN.

 Contudo, a Lady se tornou uma pessoa tão forte quanto eu. Ela logo estaria 100% ligada a meu alter-ego e não poderia mais fazer parte de meu projeto musical. Então o próximo passo seria pensar em começar do zero. Um novo projeto musical devia ter um nome de peso e novas músicas...ou pelo menos, refazer a ideia das composições anteriores.

Porém, eu estava finalizando o curso de Jornalismo, estagiando, trabalhando e me dedicando ao blog. Poucas vezes eu pegava no violão e na guitarra e dizia "Dessa vez, vamos com tudo!". Comecei a me sentir frustada pois eu estava esquecendo as primeiras lições e exercícios. Em meu ápice musical eu costumava solar ao som de backtracks!

Como eu pude ser tão relaxada e chegar ao ponto de trocar os pés pelas mãos?

Enfim, águas passadas...

O ano de 2015 veio com suas alegrias e decepções. E eis que o meu projeto The Kiss of my Justine, surgiu da decepção platônica do amor da modernidade e sinto-me capaz de entregar meu corpo e minha alma para fazer este projeto dar certo. 

Hehehehe :)


O projeto The Kiss of my Justine contempla dois universos que amo: literatura e música.

Com influência romântica, as letras das músicas traduzem os sentimentos em conflito num mundo que atormenta e seduz, a busca por um amor idealizado e o sentimento de frustração oriundo dessa cansante busca.

Em se tratando de influências musicais, apesar de ter como referência grandes bandas do cenário do Heavy Metal e de seus sub-gêneros, o som da Lady Black Raven preserva a raiz do bom Rock com o toque melodramático do Gótico, acentuando um clima "dark" em suas músicas.

​"
Na verdade, não gosto de rotular as coisas que faço. As pessoas têm o costume de viver rotulando tudo e acabam se perdendo dentre tantas rotulações que criam. Prefiro dizer que eu faço música", diz Raquel.

Biografia

Nome: Raquel Alves

Função: compositora e musicista

Data de Nascimento: 29/09/1986

Bandas Favoritas: Scorpions, Evanescence, Angra, Almah, Épica, Xandria, Vanilla Ninja, After Forever, Lacuna Coil, Midnattsol, Within Temptation, Leave's Eyes, Tristania, Nightwish, Avantasia, Dr. Sin, Dragonforce, Stratovarius, Delain, Edenbridge, Sirenia, Visions of Atlantis, Octavia Sperati, Elis, Nemesea, Stream of Passion, Mortal Love, Flowing Tear, Dreams of Sanity, The Gathering, Angelzoom, El Cuervo de Poe, Weeping Silence, Onmyouza, Pythia, A dream of Poe, Die Happy, All Ends, Ashentide, Serenity, We are the fallen, Ravenscry, Bare Infinty, Cephee Lyra, Chalice, Orestea, Elysion, Shadows Lie, Forgotten Tales, Usun, Amaranthe, Autumn, Dark Princess, Gothard, Hammerfall, HB, In Extremo, Kamelot, Luna Obscura, Revontulet, Shadowside, Sins of thy beloved, The murder of my sweet, Training Icarus, Madder Mortem, Magica, Amberian Dawn, Anathema dentre outras...

Melhor show: Almah, na cidade de Juazeiro do Norte (CE) em dezembro de 2010 e Nightwish em Fortaleza (2015).

O que você gosta de fazer? Escrever poemas, contos, romances; tocar guitarra; viciada no twitter; amo animes, cinema e literatura...

Filme e série predileta:
Titanic (filme)
Smallville (série)

Ator e atriz favoritos:
Keanu Reeves e Julia Roberts

Melhor música: Ravenheart da banda Xandria

Sonho da vida: Amar e ser feliz.

Filosofia de vida: "O homem não se entrega aos anjos, nem se rende inteiramente a morte, senão pela fraqueza de sua débil vontade." Edgar Allan Poe



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2 comentários

  1. Gostei... eu quero muito fazer Jornalismo, faz um post falando de como é o curso e tudo mais!

    Abraços e sucesso!

    http://umaleituraqualquer.blogspot.com.br/

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    1. Muito obrigado pelo comentário. Logo, logo estarei postando sobre como foi minha experiência neste curso. :) Continue sempre ligadinho aqui ;) \m/

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