Capítulo 6: A visita

1/16/2016 10:37:00 AM

Seria um dia como outro qualquer, se eu não sentisse os ventos sombrios da morte a sussurrar docilmente o meu nome. Eu estava supostamente preparado para morrer, mas não sob essas circunstâncias... Recebi a visita do Destruidor, como todos recebem no dia em que vão morrer. Contudo, ele não ousa conversar com você. Simplesmente o seu olhar já denuncia que seu fim chegou e não há nada que você possa fazer para impedir esse momento. Eu já vivi muito mais do que muitas pessoas do reino. Sou um privilegiado por minha magia permitir que eu vivesse a era dos quatro deuses de Mystic e agora, presenciar um momento de quase paz e estabilidade mágica. Ele me alertara sobre o Mago Negro. De alguma forma, ele havia escapada de sua prisão, em uma zona desconhecida, e estava desejoso por vingança. Há eras vinha manipulando os acontecimentos do reino e adorava ver o meu sofrimento e impotência diante de sua obra-prima: minha filha Bruxelis Kim e a fada Kayska. Ele com certeza não esperava o final no qual, o retorno da verdadeira princesa restauraria o equilíbrio do universo mágico. 

Contudo, a lei universal se fez presente, com o grande poder que Saíres absorveu, em contrapartida, um novo poder verdadeiramente obscuro crescia diante de nós. A proposta feita a mim pelo Destruidor, é que antes de minha morte, e e minha magia replique a Lança da Morte. Eu não entendi a princípio, porque eu deveria ajudar alguém que sempre me quis morto (antes do verdadeiro tempo). Mas agora, era uma questão além de meu orgulho ferido, por estar agora de joelhos perante a Morte. Hélis deveria cumprir seu destino e ser o novo Destruidor. Esse era um poder pelo qual, nas mãos do Mago Negro, significaria literalmente o fim de tudo que conhecemos como magia... outros mundos estariam em perigo, caso o Mago Negro adquirisse esse poder. E era a maior suspeita do Destruidor. Caso contrário, ele sentiria prazer em transformar o mundo em morte. Mas até ele, cuja sua essência é a morte, sabe que para alcançá-la é necessária que haja vida. E sem vida, qual seria o prazer da morte, o prazer do Destruidor, prazer esse que desejava estar nas mãos de um novo deus?

Repliquei a lança com minha magia, e me tornei tão mortal quanto qualquer cidadão de Mystic. A lança verdadeira foi transformada em um colar, que eu ofertei a Luci, cuja sua premonição, já me alertara para parte do momento que eu estava vivenciando agora. Eu sabia que uma hora ou outra, o seu dom fabrux a orientaria quanto ao verdadeiro proprietário deste colar. Posteriormente, na visita em que Hélis descobriu a verdade sobre si, ela ofertou o colar-amuleto:

"É um presente, meu menino. Terá a utilidade necessária assim que soar a hora do teu chamado!"

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