Capítulo 11: Usados- parte 1

2/01/2016 07:56:00 AM

Eu não acreditei no que eu acabara de ouvir. Em outras eras, eu poderia estar em festa com tal notícia. Mas na condição em que me encontro, não ouso festejar! Eu estava no "Buraco da Tormenta", o lugar destinado a minha alma podre... Assim que me disseram o que estava ocorrendo no castelo do Destruidor, eu já presumi que isso tinha um dedo do Mago Negro. Ele está em tudo há eras! E eu jurei vingar-me! De qualquer jeito, eu deveria escapar deste buraco!

Posso dizer que encontrei forças onde eu pensei só haver ira. E me libertei. Eu não era o Mago Negro. mas conviver um pouco de tempo com ele, me fez pensar como ele. Se isso era apenas um golpe de estado ou trono forçado, qual seria o meu próximo passo para garantir a vitória? Óbvio: mais almas poderosas! E almas boas...

Os Campos Verdes era o local ideal. E me dirigir até lá, sem pensar. Alguns antigos servos estavam no meu lado e eu agradeci ao Destino, por no outro lado da vida haver pessoas fiéis a mim. Forças unidas poderiam me ajudar nessa hora... Fomos ao Campos Verdes e assim que chegamos, eu vi minha irmã aprisionada. Não sei qual mentira inventaram para ela, já que servi ao mal não era o seu forte, a não ser que fosse forçada por motivos bem maiores. Não havia tempo para bate-papos. Lutamos contra míseras almas penadas. Me perguntei porque minha irmã insistia em ser fraca, quando ela era tão poderosa. Ora... não foi ela que me aprisionou na maldita pedra?

Ela ainda nutria um ódio por mim. Eis o problema; Mesmo bela como sempre fora. agora Zilmec estava mudada. Era preciso deixar a nossa rixa de lado. Nem que fosse por uns poucos instantes. Se ela estava a fim de gladiar comigo, poderíamos agendar uma outra hora, quando a merda desse mundo não estivesse em pedacinhos.

"Sei que você não aceita minhas ordens, mas acredite, você não tem ideia do que está realmente acontecendo. Tudo que disseram pra você é uma mentira! A única verdade é que você deve proteger as almas boas destas pessoas. Use seu poder ao máximo e não tenha medo se o nosso destino for a evanescência. Eu sempre acharei um jeito de voltar, irmã. E ai, você terá que descontar em mim, todo o mal feito."

Zilmec ficou calada. Eu pensei em dar um tapa na sua cara e acordá-la para a realidade. Pare de mimos! Essa seria a próxima frase. Tudo que ela fez foi dar as costas para mim e seguir adiante os Campos Verdes. Vi ela cochichando algo para outros entes mágicos e fazendo uma barreira de energia. Me atrevi a dar as costas, ainda receosa de receber uma rajada de magia e ir para o plano da evanescência mais cedo do que eu esperava. Mas era hora de enfrentar o meu mal. 

***

Mago Negro entendeu agora o jogo do Destruidor: indiretamente ele instruiu o Mago para que desejasse a morte do Ancião, pois só ele poderia transformar Hélis no que atualmente ele é: o novo Destruidor e aparentemente, único senhor do mundo dos mortos. Ao ouvir o verdadeiro chamado de seu mestre, o mundo dos mortos se curva a Hélis, que sente medo do possa se tornar, caso aceite o seu destino.

Uma nova energia, na mesma hora, flui um chamado divisório do mundo dos mortos: há almas divididas a servir a Hélis (mesmo ele estando em dúvida se devia assumir ou não seu real título)  e outras, ao Mago Negro. 

Ao notar a fraqueza de Hélis por Aiada, Mago Negro ordena mentalmente os espíritos a matarem a garota o quanto antes. 

***

"Ora, ora, mestre? É bom vê-lo aqui!", ironicamente, cheguei ao local onde estava meu pai, o Mago Ancião e o garoto pelo qual eu amei como se fosse meu filho: Hélis. É claro que eu levei uma ajudinha para o garota: Kasyka.

Ass: Bruxelis


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