Capítulo 15: Respirar profundamente (final)

2/04/2016 11:18:00 AM

O mago Negro não esperava tal reação. Quem seria tolo de abdicar seu poder?

Com o novo poder em mãos, Hélis cumpre o que prometeu a Aiada. Nessa hora, até o Mago Negro temeu.

"Você durante todos esses anos, ousou manipular os corações da pessoas que desejavam um poder do qual poderiam deixá-las malucas, sem noção do certo ou do errado. Você guiou seu exercito de seres manipulados, rumo ao derramamento de sangue. Não tiro a culpa de Bruxelis, minha mãe ou de qualquer outra pessoa que você possa ter manipulado, mas como senhor do mundo dos mortos, será restaurado o equilíbrio. Pessoas como você pagarão por seus crimes. Pessoas que lutam pelo bem e pelo amor, na morte terão o prazer do descanso."

"Chega de discursos, garoto. Não vê que você e eu temos muito em comum? Você fala bonito sobre poder, mas quem tem o acúmulo de poder aqui? Zilmec, Bruxelis, Kayksa e Saíres sabem o que isso pode fazer com o coração. Por mais bondoso que seja, uma hora você deixará a ganância e a sede de mais poder lhe dominar. E se você já é mal, ambicioso ou qualquer outro adjetivo depreciativo que queira dizer, será mais forte! É como uma profecia escrita: se você sabe que servirá ao mal, por mais bem que faça, não lhe privará de tal destino.", disse o Mago aos risos.

"Filho, não confundas o teu coração. São palavras e nada mais do que isso. Nos lábios impuros funcionam como sedução, mas você nunca trairá o seu coração, por mais que a razão morra!", disse Kayska. Aquelas palavras reconfortaram o coração de Hélis que partiu para cima do Mago, com toda sua fúria e poder. Os outros entenderam que não podiam se intrometer e elevarão suas preces aos deuses e aos bons espíritos para que conduzisse a batalha no melhor caminho. 

Golpes e mais golpes são desferidos, até que Mago Negro se rende ao poder de Hélis: um único comando foi capaz de parar toda a batalha. Hélis ordenou ao mago Negro que desistisse e assim, ele fez. Ficou parado, hipnotizado, esperando o golpe final. Hélis forjou uma espada e desferiu o golpe sem piedade. Aiada gritou e todos foram impedidos de entrar naquele círculo mágico. 

"É muito poder! E agora, o que você é?"

"Eu sou o seu Mestre!", e assim Hélis encerra a batalha. Por um momento, Saíres enxergou uma espécie de escuridão brotar dos olhos de seu estimado amigo Hélis. Assim como ela, ele chegou a dominar uma espécie de magia que só ela havia conseguido experimentar em tempos passados...

***
Saíres temeu que Hélis renunciasse a tais poderes. Mas Hélis mostrou-se digno: devolveu as pedras a princesa e Makato, e entregou o Livro e a pedra a alma de Aiada que os absorveu. 

"Meus amigos, é uma lástima mas vocês terão que ir embora. Este não é o local de vocês. Por isso vocês se casam constantemente. Aqui, como é o meu lugar, me sinto forte. E vocês, na condição de vivos, mesmo sendo entes mágicos, estão se enfraquecendo. "

Os amigos se despedem de Hélis e Aiada, assim como o mago Ancião se despede de sua filha Bruxelis, não deixando de manifestar a sua gratidão diante da ajuda da filha, que nada mais respondeu e caminhou espontaneamente rumo ao seu castigo eterno. Kayska abraçou o filho e desejou-lhes toda a sorte do mundo. Hélis não deixou de dizer o quanto amava a mãe.

***
Hélis sobe juntamente com Aiada, o trono do Destruidor, no castelo central do Reino dos Mortos, e como sua primeira ordem, reafirma que as almas que ajudaram o Mago Negro serão castigada em um nível duas vezes mais, não havendo nenhuma possibilidade de livres de seus castigos, habitarem os Campos Verdes. 

O equilíbrio reina nos mundos. Com esse evento, Saíres e Makato decidem viver na Terra. 

***

E assim, os deuses antigos descansarão de seus fardos oriundos da criação, enquanto os novos deuses parecem estarem prontos para adquirir seus postos, deixando nas mãos das criaturas, o poder dos criadores. 


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