Fique longe

3/14/2016 12:16:00 PM


*poesia anotada em um caderno empoeirado


Poeiras cósmicas cintilantes dizem que não há espaço para você
Então por que insistentemente eu devo ficar te adorando
Entre os lençóis molhados de suor, eu suplico que me deixe
Desvanecer, desvanecer
Um amor que traga misericórdia em um copo de vinho
Onde palavras cuja a memória um dia traga-me a vida
Que fugiu de minhas mãos com pressa e sem arrependimento
Fique longe, fique longe
Meu querido e imortal delírio, eis me aqui, sentada e triste
Achando que o seu julgamento zombeteiro é pouco
Para tamanha lerdeza em passos rumo a derrota

Oh! Sinto que o coro de almas penadas entoam as lindas canções
E as crianças sentadas em esquinas infernais consomem seu ópio
Em uma prece diária por respostas
Oh! Sinto que estou acabando de desmoronar sua fé, tijolo por tijolo
E as crianças sentadas ainda pensam em brincar de ciranda
Quando o pó do mundo desaparecer

Poeiras cósmicas cintilantes se espalham ao som do vento uivante
Então por que sinto meu estômago se revirar, vou vomitar
Entre os lençóis novas culpas hão de surgir por estar aqui
Desvanecer, desvanecer
Um amor que traga um cigarro para tragar a miséria do que sou
Onde as palavras me levam ao sanatório dos incompreendidos
Que fogem para abraçar a cruz de suas lembranças, um nova utopia
Fique longe, fique longe
Meu querido e imortal delírio, não estou nesse mundo de luxúria
Achando que o sue julgamento realmente é importante para mim
Para tamanha destreza, não há força de vontade que vença

Oh! Sinto que o coro de almas penadas entoam as lindas canções
E as crianças sentadas em esquinas infernais consomem seu ópio
Em uma prece diária por respostas
Oh! Sinto que estou acabando de desmoronar sua fé, tijolo por tijolo
E as crianças sentadas ainda pensam em brincar de ciranda
Quando o pó do mundo desaparecer

Quem encontrar um caderno empoeirado que queime!
A dona dele jamais voltará da solidão
Esqueça-me!

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