Capítulo 8: Identidade

4/11/2016 09:46:00 AM

Você é uma alma desprezada
O que está escrito no papel, não me diz nada
Fuja de seu próprio mundo
Bem lá no fundo está a resposta
Tu és pó, e tu és um nada!

Um eremita perdido em emoções
Uma criança na flor da perda
Um sonhador que brinca com a loucura
Quando seu coração, sorrindo, espera pela morte

Você é aquilo que sente
Um duelo do bem e do mal
Nem céu, nem inferno
Um anjo com um olhar medroso e pensamentos medíocres
Tu és agonia, tu és alegria!

Quem nós somos afinal?
Ecos distantes quebram o seu mundo de cristal
(A perfeição não existe mais!)
Queime em minhas mãos, almas torturadas
(Encare as suas misérias!)
Eu sou o seu novo mestre sem nome
Eu sou a face que você tentou esconder
Eu sou a voz que você quis silenciar
Pare de fingir, de querer ser o que não é
Concentre-se na pergunta
Quem nós somos afinal?
Quem nós somos afinal?
Máscaras de representações sociais
Tolos divididos entre a paz e a guerra
Eu sou a assinatura do livro do destino
Eu sou a melindre música que invade sua mente
Eu sou o pecado consumado
Um maldito desvairado
Eu sou o início do fim que te levará ao recomeço!

Construa, reconstrua e destrua
Flash de memórias e recortes de jornais
Transeuntes das vias da vida
(Essas vozes vão me levar a descoberta)
Todos somos um, e um não é nada!
Como feridas de fogo que permanecem sem sarar
Como lágrimas que denunciam o vazio que está em mim
(Essas vozes vão me levar a descoberta)

Sepultando memórias e inventando mentiras
Sociedade de hipócritas imersas na lama da luxúria
Condena-me com o teu falso sorriso
Tenho orgulho de ser um ninguém
(Um ninguém sem nome, sem crença, sem pátria)
Vivendo das migalhas do nada que restou
Vivendo afogado na dor da procura

De sua própria identidade. 

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