Esse sentimento corrosivo chamado culpa...

6/22/2016 07:16:00 AM

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Para aqueles sem consciência, tais reflexões não servirão de nada. Para aqueles sensíveis, logo a identificação permanente, fará com que sua atenção seja presa em breve minutos de leituras de algumas palavras em poucas linhas.

Alice costumava acreditar que tudo a sua volta tinha uma dinâmica impecável, dinâmica esta, que talvez na sua ingenuidade diante dos mistérios da vida, suas atitudes ou mudanças drásticas de opiniões, de nada afetaria o mundo tão seu quanto dos outros.

Logo a rotina era estabelecida por ações repentinas, que, se cumpridas naquele determinado prazo estipulado de tempo, de nada comprometeria o universo egoísta ao seu redor. As dores dos outros não eram menos importantes que as suas, as palavras dos outros não eram menos valiosas que as suas...

Ela um dia teria que aprender a lição de que todos, de uma certa forma, estamos conectados. Mesmos distantes, de vidas opostas, dogmas opostos, classes opostas, fazíamos parte de alguma "sopa da vida" cuja a ação isolada de cada um, refletia na ação coletiva do todo.

E quando ela percebeu isso, creio que um sentimento cruel estava apossado de seu corpo... Uma decisão certa ou errada, uma mudança de horários rotineiros, o minuto escolhido para respirar, os segundos que regiam a hora do despertar matinal, ou seja, tudo ao seu redor, não dependia só de si: os outros contribuíam em sua vida e ela, consequentemente, contribuía na construção, desconstrução ou reconstrução da vida dos outros.

O destino expresso no fazer futuro era incerto. Todavia os passos do presente poderiam modelá-lo a certo ponto conhecido, mas isso não significaria que poderia ser alcançado. Poderia haver certas mudanças, certos ventos ou furações, cuja a força definidora apontaria o futuro esperado, diante de uma simples alteração ou não de planos rotineiros.

E foi ai que em seu íntimo, Alice começou a sentir esse sentimento corrosivo chamado culpa... especialmente quando uma ação irresponsável, cuja culpa deveria ser creditada somente a ela, recai sobre inocentes. Como voltar no tempo e aprender tal tarefa da vida, de uma maneira não tão cruel? Ficaria eternamente reclusa em seu mundo, deixando que esse tipo de sentimento, tal como ácido, a corroesse por completo, até não restar nem mais a consciência de senti-lo? Ou levantaria a cabeça, encararia o aprendizado por uma perspectiva "positiva" e mais consciente quanto as futuras decisões que ainda deveria tomar ao longo de sua vida?

Faça a sua escolha, Alice! E logo!

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