29 de setembro de 2016: Meu niver de 30 anos

10/08/2016 10:46:00 AM

Hoje é o dia do meu aniversário de 30 anos e com certeza visitar pela primeira vez na vida duas aldeias indígenas seria parte de um momento único e mágico em minha vida. Assim que acordo, vejo em minha cama um presente: um livro chamado “A sombra de Allan Poe”, um romance sobre a morte misteriosa de um escritor que me inspira: Edgar Allan Poe. Estou certa de que hoje tem tudo para ser um dia incrível. Lembro-me de ler algo sobre a história dos Tabajaras, já que não possuía nenhum contato com a história da Paraíba em geral, e especificamente dos Tabajaras ou Potiguaras. 

Finalizado a leitura, dirijo-me ao Mercadinho a fim de comprar o alimento que seria compartilhado na nossa janta na aldeia. Feito a compra, retorno ao apartamento e literalmente arrumo minhas malas para a nossa viagem à aldeia no período da tarde, cheia de ansiedade em relação às experiências que vivenciaríamos naquele curto espaço de tempo, mas que se eternizariam. A turma desta disciplina tinha criado um vinculo afetivo muito grande e inegável. Reforço que em um espaço de quase cinco dias de aula, parecia que nos conhecíamos de uma outra vida. Cada um podia se expressar livremente, sem medo de ser repreendido ou ridicularizado, contribuindo na construção do saber. 

Cheguei na praça do CE por volta das 13:30 h e encontrei-me com minhas colegas que parabenizam-me. Não pude deixar de ficar surpresa e sem palavras diante de tanto carinho recebido. Fiquei até sem jeito, pensando que não era merecedora de tudo aquilo que as meninas trouxeram (e que arquitetavam ainda mais). Algumas delas me presentearam e outras, só a presença e os votos de felicidade que fizeram a mim, foram essenciais para ampliar o meu momento de felicidade. Nos dirigimos a van, já que estava na hora de partir, contudo confesso que meu coração estava na mão ainda...
O clima não poderia deixar de ser eufórico acerca do que nos aguardava. Já na van, o professor Lusival contou sobre a história dos Tabajaras, e confesso que nunca imaginei uma história tão sofrida, de negação e recuperação de sua identidade e da luta pelo direito a terra. Estava atenta a explicação, mas também dediquei um olhar para o trajeto ao qual fazíamos. Passado um determinado tempo (acho que era umas 14: 40 h), chegamos ao nosso primeiro destino: a Aldeia de Gramame. O espaço era simples, mas acolhedor. Todos já estavam ali, nos aguardando. Sentei-me numa posição ao qual poderia visualizar os membros daquela comunidade por completo.

Divulgo apenas algumas fotos pois parte deste relato está restrito a um reflexório da disciplina e não condiz com a intenção do post de hoje.


















Aplaudimos, excitados pela experiência, e tiramos algumas fotos. E por fim, foi distribuído algumas roupas, alimentos e brinquedos.

Nos dirigimos agora à van, pois havia mais estrada a seguir em direção a próxima aldeia: a de Vitória, também no município do Conde. Não sei exatamente que horas era. Estávamos em mais um solo Tabajara. A Aldeia da Vitória era um espaço maior, “mais agraciado” em termos de estrutura. Contudo também foi um momento especial.

Por fim, ele agradece nossa visita, visto que não tínhamos mais perguntas a serem feitas. Fomos comprar algumas peças do artesanato local e compartilhar do lanche que trouxemos, além de tirar fotos (que estarão inclusas no artigo final da disciplina, além de detalhes bibliográficos mais profundos da história do povo Tabajara). Posteriormente, voltamos para a Universidade Federal da Paraíba, conversando sobre algumas de nossas impressões (que seriam mais detalhadas na aula de amanhã) Tenho certeza de que este dia (bem, esta noite) não poderia ter sido tão mágico como fora.

5º dia: 30 de setembro de 2016

























              Cheguei um pouco atrasada na aula de hoje.

O professor presenteou-me com um livro, referência para o artigo final, o que me deixou bastante feliz por ter sido agraciada com tal conhecimento que este livro irá proporcionar-me, não só como objeto de reflexão para a composição do artigo, mas como um contato direto com uma cultura tão rica como as dos indígenasE o que mais me marcou foi a surpresa que estava sendo preparada na sala ao lado. Não pelo parabéns em cantoria, bolo, refrigerante e sim a presença de todos em um voto sincero de paz, amor e felicidade para com a minha pessoa. Não poderia antes de apagar a velinha que simbolizava 30 anos de vida, fazer um desejo coletivo: que todos nós conseguíssemos realizar nossos sonhos.








          


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