#Tag 12 meses de Poe- ano II- (março)

3/24/2017 02:13:00 PM

Olá queridos, faz tempo que não ando aqui no blog.... Queria primeiramente desculpar-me por esta ausência, inclusive aos meus parceiros também. As atividades que estou me propondo a fazer estão cada vez em um ritmo mais agitados, mas assim que posso, dou aquela escapadinha e corro para cá.
 
Bem, final de mês chegando e eis que temos as reflexões do desafio #12mesesdePoe. Desta vez o poema de março é Annabel Lee.

ANNABEL LEE
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Há muito, muito tempo, existia
num reino junto ao mar,
uma donzela que eu sabia
Annabel Lee se chamar;
[...]

Eu era criança e criança ela também,
num reino junto ao mar,
nos amamos com amor imenso,
Annabel Lee e eu, de tanto amar
com um amor que os alados Serafins
lá no Céu ousaram invejar.
E esta foi a razão de, tempo atrás,
num reino junto ao mar,
de uma nuvem soprar um vento
e a bela Annabel Lee congelar.
[...]
Mas nosso amor era mais forte que o amor
daqueles mais antigos
daqueles mais sábios -
e nem os anjos lá nos Céus
nem os demônios no mar,
Não podem mesmo minha alma
da bela Annabel Lee afastar.
[...]
E assim, noite adentro, deito-me ao lado
de minha querida - minha vida e minha noiva,
no sepulcro junto ao mar



Num ritmo musicalizado, em um amor puro e causador de invejas celestiais, temos um protagonista de Poe ferido pela perda da musa, simplesmente por amá-la demais. Este lindo poema foi escrito em 1849.

Os trechos acima separados resumem bastante o contexto da história... nada de assombrações, ou algo desse tipo... Temos apenas um homem ultrarromântico que faz do túmulo de sua amada, no mar, o sepulcro de um amor imortal.

Já o conto deste mês é Eleonora, escrito em 1842.
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“Os que sonham de dia são conhecedores de muitas coisas que escapam aos que apenas sonham de noite”. Um jovem amante, supostamente preso a um estado de loucura, confessa que amou a prima Eleonora, como nunca amou ninguém em sua vida. Ambos viveram suas vidas em um vale. Em uma das regiões sombrias do vale, chamado Rio do Silêncio, os jovens costumavam estar por lá. Contudo, passado 15 anos, ambos estão apaixonados, até que Eleonora sente que a brevidade de sua vida está chegando. Os amantes juram amor eterno mesmo após a morte de Eleonora:

“O encanto de Eleonora era o dos Serafins; era, porém, uma donzela sem artifícios e tão inocente como a curta vida que até então levara entre as flores. Nenhuma astúcia mascarava o fervor da paixão que lhe animava o coração, e perscrutava comigo os seus mais íntimos recônditos ao passearmos juntos no Vale da Relva Multicor, discorrendo sobre as grandes transformações que ultimamente nele se tinham operado [...] a Vida abandonou os nossos caminhos, pois o grande flamingo não mais exibia a sua plumagem escarlate diante de nós e voara lugubremente do vale para as colinas, juntamente com todos os pássaros coloridos que o haviam acompanhado à chegada.”

Contudo, o Vale foi ficando sem vidae perturbando a alma do amante, que não aguentando aquela situação, em que tudo lembrava Eleonora, decide abandonar o lugar e ir em busca de outro amor.

A pompa e o aparato de uma corte majestosa, aliados ao louco clangor das armas e à radiosa beleza das mulheres, confundiam e inebriavam-me o espírito. Mas até então a minha alma mostrara-se fiel ao voto, e os indícios da presença de Eleonora eram-me ainda concedidos nas horas silentes da noite [...]Que era, realmente, a minha paixão pela jovem do vale, comparada com o fervor, o delírio, o êxtase inflamado da adoração com a qual derramei toda a minha alma em lágrimas aos pés da etérea Ermengarda? [...]Desposei-a, sem sequer temer a maldição que sobre mim suscitara; e a sua desgraça não me atingiu.”
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O jovem se casara com Ermengarda e não se importava com maldições futuras, em relação a promessa de fidelidade que fizer aos céus e a Eleonora. Contudo, em uma noite silenciosa uma voz familiar sussurrou o seguinte: “- Dorme em paz, pois quem governa e reina é o Espírito do Amor, e ao albergares no teu apaixonado coração essa que se chama Ermengarda, estás absolvido, por motivos que no Céu te serão dados a conhecer, da promessa que fizeste a Eleonora!”

Continuarei linkando com o meu livro lançado em janeiro do ano passado, "As mulheres de Poe", com a finalidade de trazer contribuições  a mais neste projeto:

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Anna Costa

Sobre o cronograma, não foi feito por mim nenhuma alteração. As discussões serão pela página no facebook no link a seguir: https://www.facebook.com/12mesesdepoe


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