Medusa

5/27/2017 07:45:00 AM


Eu não me arrependo, eu fui despertada
Eu não me lembro dos 250 anos passados
Deveria pedir perdão diante de teus olhos?
Eu encontro caída em seus braços, sem força
Passo por passo, eu desejo segui-lo além
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Eu não me arrependo, eu fui programada
A quebrar em mil pedaços quando meus filhos
Nos embalos do sonho ousarem me culpar
Serei que nunca serei perdoada?
Passo por passo, eu desejo segui-lo além

Pode parecer errado e perigoso
Meu corpo já foi profanado
(Seu tabernáculo de experiências)
Deixe-me dormir novamente
(Meus tentáculos podem lhe ferir)

Você me ensinou a viver (Sou sua Medusa)
Você me ensinou a sofrer (Sou sua híbrida)
Você me ensinou a amar (Sou sua vadia)
Prometa-me o Paraíso reconstruído
Por obra de suas habilidades alienígenas
Eu não me arrependo, eu fui instruída
A reconstruir as categorias sociais
Mesmo ainda crente na cegueira ignorante
Ao homem foi dado a oportunidade de gritar
Passo por passo, ele deve sair de meu útero

Pode parecer errado e perigoso
Meu corpo foi experimentado
(Sou aprovada para este caminhar)
Deixe-me dormir novamente
(Meus tentáculos podem lhe ferir)

Você me ensinou a viver (Sou sua Medusa)
Você me ensinou a sofrer (Sou sua híbrida)
Você me ensinou a amar (Sou sua vadia)
Prometa-me o Paraíso reconstruído
Por obra de suas habilidades alienígenas

Oankali: Não é um crime ou feitiço mágico lunar
Não há prisioneiros, apenas espíritos livres
Na espera evolutiva deste universo

Lilith: Não posso deixar de dizer que continuo amedrontada
O que será de mim no final deste jogo de arrogâncias?
Amada? Odiada? Rejeitada? Esquecida?
Sou sua nova Medusa

Minhas majestosas e pequenas serpentes podem lhe ferir

*baseado na obra Dawn da escritora afro-americana Octavia Estelle Butler



*projeto livro Fragmentada

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