#Tag 12 meses de Poe- ano II- (agosto)

8/31/2017 08:44:00 AM


Conto: O poço e o pêndulo (1842)
Em O poço e o pêndulo”, de Edgar Alan Poe, um homem se vê aprisionado e é constantemente torturado psicologicamente. O desenrolar da história é fascinante. Recomendo uma leitura atenciosa, com o intuito de perceber o drama e o medo corrosivos na mente daquele homem.



De que adianta contar sobre as horas intermináveis de horror mais do que mortal, durante as quais fiquei a enumerar as sibilantes oscilações do aço! Polegada por polegada — linha por linha — com um avanço descendente apreciável apenas a intervalos que se davam como eras — descendo, descendo! Dias se passaram — podia ter acontecido de muitos dias terem se passado — até se deslocar tão próximo de mim que me abanava com seu acre hálito. O odor do aço afiado invadiu-me as narinas. Orei — enfastiei os céus de tanto orar por uma descida mais rápida. A fúria da loucura se apossou progressivamente de mim e lutei para forçar o corpo contra o vaivém da temível cimitarra. E então fiquei subitamente calmo, e aguardei sorrindo a morte cintilante, como uma criança diante de algum raro bibelô.
Para um análise mais profunda, indico este trabalho acadêmico
Baixe o conto em formato pdf por este link
Para relaxar (ou não), curtam esse filme arrepiante, baseado na obra acima mencionada.

Adaptação do conto clássico de Edgar Allan Poe, voltada ao tempo da Inquisição Espanhola.http://www.interfilmes.com/filme_19316_o.poco.e.o.pendulo.a.mansao.do.terror.html

Poesia: The bells (1849)

Ouça os trenós com o dobrar - de sinos de prata a dobrar!/ Que mundo de júbilo o som redobra! /Como tangem, tangem, tangem, /No frio ar da noite! /Enquanto o céu estrelado se desdobra /Todo o céu se assombra /Com alegrias cristalinas; Marcando tempo, tempo, tempo, /Tal um ritmo de antigo tempo, /E soam ressoam em música ressoam /Dos sinos que dobram, dobram, dobram, /Dobram, dobram, dobram - Ressoam e tangem os sinos dobram.

É nítido o som dos sinos, que a cada parte ganha contornos obscuros em sua narrativa, ritmo, como que fosse processos do ser humano, desde os sentimentos, a vida em si, as fases de tranquilidade, agitação, descobertas, fragilidade e morte. Pensando nos sinos também, e tendo em vista a constante temática das obras de Poe, pode-se tratar também da perda de sua amada Virgínia, como o estabelecimento de um luto eterno no qual, remetendo aos sinos da igreja que anunciam que um morto está sendo velado em seu estabelecimento, assim se faz presente na narrativa de Poe. Essa igreja, como espaço de velar o corpo, pode ser o próprio coração de Poe e as batidas dos sinos, se confundem com as batidas do coração do poeta.

Sempre confira no blog da Anna Costa e na página do facebook sobre o projeto 12 meses de Poe- ano II. 

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Até próximo mês com mais leituras de Poe!

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