Lançamento do livro "Lilith Negra"- parte 6: A Semiótica como método de análise (final)


Para construir um caminho de uma análise inicial que respondesse a problemática deste livro sobre Quem é esta Lilith octaviana e de que maneira a mesma evoca uma Lilith mitológica/histórica/religiosa, utilizamos a Semiótica, e especialmente o seu subcampo, a Tradução Intersemiótica. 

Para isso, falamos sobre o contexto de desenvolvimento da Semiótica (ciência dos signos), definida como “[...] a ciência que tem por objeto de investigação todas as linguagens possíveis, ou seja, que tem por objetivo o exame dos modos de constituição de todo e qualquer fenômeno como fenômeno de produção de significação e de sentido” (SANTAELLA, 1988, p. 02). 

Destacamos, de acordo com a proposta deste trabalho, o teórico Charles Sanders Peirce, que por meio de seus estudos popularizou a Semiótica e até hoje serve de referência nesse campo de estudo.
[...] Peirce e [...] Saussure foram os fundadores da semiótica, o estudo filosófico dos signos e dos sistemas de signos e do modo como o significado é produzido e compartilhado dentro de uma cultura [...] Peirce observou que, uma vez que as pessoas visualizam o mundo através do filtro de experiências pessoais e culturais (O’CONNELL; AIREY, 2010, p. 62).

Por meio dos teóricos Roman Jakobson, Júlio Plaza e Solange Oliveira, discutimos as questões referentes à Tradução Intersemiótica, e de que maneira pensaríamos em uma lógica de debate com Lilith. 

Sendo assim, o capítulo de Análise elencará evidências de um diálogo entre as Liliths, comprovados por meio da intersemiótica, a partir, a princípio, de um diagrama que irá utilizar a tricotomia peirceana (semiótica), e em seguida, um quadro intersemiótico que explorará os contatos/proximidades das Liliths, enquanto signo-fonte no campo histórico/mitológico/religioso e a Lilith como signo ressignificado na obra de ficção científica de Octavia Butler. 

A ótica de entender este universo de Lilith como mecanismo de tradução, será importante para vislumbrar a extensão de diálogos, símbolos e significados residentes nesta Lilith octaviana.A sexualidade constituirá no ponto principal e aglutinador deste debate intersemiótico. Os elementos que a compõe no nível biológico, religioso, psicológico e alienígena atuarão como responsáveis na constituição e características remanescentes na identidade desta personagem literária. 


Referências:

O‘CONNELL, Mark e AIREY, Raje. Almanaque ilustrado dos símbolos. Tradução: Débora Ginza. São Paulo: Editora Escala, 2011.

SANTAELLA, Lúcia. O que é Semiótica? Coleção Primeiros Passos. São Paulo: Editora Brasiliense, 1988. 

SANTAELLA, Lucia; NÖTH, Winfried. Comunicação e semiótica. São Paulo: Hacker Editores, 2004

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