Poesias sobre a Identidade

3/07/2013 08:13:00 AM


Poesias feita em 2012 na disciplina do professor Salmito no curso de Comunicação Social da UFC Cariri

IDENTIDADE


Você é uma alma desprezada
O que está escrito no papel não me diz nada
Fuja de seu próprio mundo
Bem lá no fundo está a resposta
Tu és pó, tu és um nada!

Um eremita perdido em orações
Uma criança na flor da inocência
Um sonhador que brinca com a loucura
Uma noiva sorrindo e esperando a morte

Você é aquilo que sente
Um duelo entre o bem e o mal
Nem céu, nem inferno
Ande em cima do muro
Um anjo com um olhar medroso e pensamentos medíocres
Tu és agonia, tu és alegria

Quem nós somos afinal?
Ecos distantes quebram o mundo de cristal (a perfeição não existe mais)
Queimem em minhas mãos almas torturadas (encare suas misérias)
Eu sou o seu novo mestre sem nome
Eu sou a face que você tentou esconder
Eu sou a voz que você quis silenciar
Pare de fingir, de querer ser o que não é
Concentre–se na pergunta: O que nós somos afinal?
Quem nós somos afinal?
Máscaras de representações sociais
Tolos divididos entre a paz e a guerra
Eu sou a assinatura do livro do destino
Eu sou a melindre música que invade sua mente
Eu sou o pecado consumado
Uma maldita desvairada
Eu sou o início do fim que te levará ao recomeço
Construa, reconstrua e destrua
Flashes de memórias, recortes de jornais
Transeuntes das vias da vida (essas vozes vão te levar a descoberta)
Todos somos um e um não é nada!
Como feridas de fogo que permanecem sem sarar
Como lágrimas que denunciam o vazio (essas vozes vão te levar a loucura)

Sepultando memórias e inventando mentiras
Sociedade de hipócritas imersa na lama da luxúria
Condena–me com o teu falso sorriso
Tenho orgulho de ser um ninguém
(Um ninguém sem nome, sem crença, sem pátria)
Vivendo das migalhas do nada que restou
Vivendo afogado na dor da procura
De sua própria identidade.



UM SEM NOME



Uma flor morta debaixo da lama da terra
Um soluço não ouvido na multidão que passa
Rasgue aquilo que o identificava
E enterre o sem nome aqui
Este será o seu universo sombrio e frio
Agora jaz um coração partido e esquecido
Esta será a única forma de saber
Que há alguém sepultado em mim

Um sem nome na terra dos desolados
Uma cruz é o seu sobrenome
A data de sua morte é o código de barras da vida
Um sem nome, sem história, sem família, sem vida
Uma cruz que representa a dor de ter vivido
Jogado de esquina e esquina
Sendo violado pela mentira
Mendigando um lugar na sociedade
Sempre andou sozinho pela estrada sombria
Um sem nome...

Ninguém em seu túmulo para chorar
Nenhum amor para recordar
O passado negro ficou, mas restou ainda a dor
Ela saberá seguir o rastro até você
E dormirá ao teu lado o sono dos desiludidos
Porque ninguém sabe quem você foi
E eu dormirei também ao teu lado
Até o fim dos tempos a resposta será revelada.



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