Beijos infernais

5/15/2014 07:54:00 AM


Muitas vezes me pego pecando ao pensar em você
Nos tempestuosos pesadelos eu vejo a sua cara nojenta
Vomitar é tudo que eu posso fazer, depois de tomar o veneno
O fogo está a consumir-me por inteira, não há escapatória

Este é o inferno no qual lhe arrastarei, maldito mentiroso!

Não atire pedras
A sua donzela traidora
Está ao seu lado

Muitas vezes eu pensei que você me destruiu
Que não restaria mais nenhum vestígio, meu nesse mundo sombrio
O tapa que senti em minha cara é o motivo de ainda eu respirar
Enquanto restar ar, escreverei odes de ódio a você

Este é o inferno para onde condenarei sua alma, verme imundo!

Não me rogue pragas
Lembre-se que nós dois erramos
Pensamentos de luxúria


Meu tempo de amar se foi no outono, e agora eu só penso em resistir
Não há mais horas pra lamentos infantis, encare o caminho espinhoso por mim

Não atire pedras
Ganhe beijos infernais
Esqueça quem você é

Tremendo na base? Afirme diante de sua bela donzela quem você realmente é

Muitas vezes eu perguntei se merecia tamanho carinho
Você dizia apenas palavras bonitas da boca pra fora
Hoje, a mais podre mentira vai ser sussurrada pra ela
Ambos merecem a mentira que constroem a cada dia

Este "é o inferno para onde jovens e risos vão"*

Visão de um nunca mais
Na terra de Alice
A morte reinará

Meu tempo de amar.....

Sem escolhas além de ir comigo
Na estrada que ambos construímos
Risos e lágrimas se convergem
O ciclo do palhaço da loucura
Na roleta de jogos de azar
Apostou sua alma agora?
Ela não vale merda, meu bem
Chutaremos a lama que nos entala

Este é o inferno no qual mentirosos como você são soberanos!!!!


*extraído da poesia de Siegfried Sassoon, Suicide in the Trenches (The hell where youth and laughter go)


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