Capítulo 14: Os Haida

10/11/2014 11:25:00 AM

Era uma vez um Corvo que costumava voar pelas cidades celestes, nos tempos antigos, quando não havia nada além de um vasto universo na imensidão de um céu azul. O Corvo gostava de "pregar peças" nos habitantes celestiais, deixando-os perdidos em suas grandes confusões e equívocos.

Cansado das danações deste animal, o Grande Líder juntamente com seu povo decidiram entoar músicas encantadas para o Corvo. Ele permanecia atento àquela tentadora canção e quando percebeu, estava caindo do céu. 

Nada poderia impedir sua queda. Em águas profundas, ele encontrou seu novo lar. Um dia, o Pai Gaivota de todos nós, decidiu falar novamente com o Corvo:

"Vá e desmembre do 'todo', a terra, o céu e água!" E o Corvo obedeceu a ordem do Pai Gaivota. Terminado este trabalho, o Corvo desapareceu. E assim formou-se a terra dos HAIDA, uma tribo indígena dividida em dois grupos: o Clã das Águias e o Clã dos Corvos. 

Ao longo do tempo, uma parte do povo Haida se separou dos demais: uns foram para a Ilha do Príncipe de Gales, no Canadá, formando um grupo chamado Kaigani; e outros foram para a Ilha da Rainha Carlota, no Alasca, mantendo o nome e o legado Haida. Esse povo possui grande adoração pelos animais, que são sagrados e devem ser temidos e respeitados. Quando você crescer, meu pequeno Brandon, quero que antes de tudo, seja livre, bondoso e crente na vida e no amor, no respeito e na caridade, assim como o maravilhoso povo desta tribo que tive o imenso prazer de conhecer.

Ass: Cassie *-*


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A princípio a aproximação com aquele povo foi complicada. Por intermédio de  Érika, melhor amiga de minha falecida esposa, foi que pude ter acesso direito ao povo Haida e conviver por uns dias naquele local. 

Érika e Cassie eram amantes da literatura e da história, especialmente mitologias e paganismo. Chegaram a anteriormente, realizar uma pesquisa acadêmica juntamente com este povo, mas a amizade entre eles já era de longa data. 

De estranho, passei a ser adorado. Assim que pisei naquele solo, antes estranho, conheci o meu Corvo mensageiro, que apelidei-o carinhosamente de Siegfried. A escolha de tal nome é outra história... O fato é que, para quem achava que atrair olhares penetrantes de um Corvo era um grande azar, eu acabava de ser abençoado e me tornara quase um 'deus' para aquela tribo, que desafiando toda a modernidade, lutava para que sua cultura não fosse esquecida.

Ass: Brandon



Saiba mais sobre os Haida

http://www.haidalanguage.org/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Haida

http://www.proel.org/index.php?pagina=mundo/nadene/haida



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