Capitulo 16: O final de toda história

6/18/2015 10:04:00 AM

Eu lamentei. Preferia mil vezes ter ficado nesse eterno abismo. Mas tive medo do que a Lady poderia fazer com ele. Os sentimentos dela eram inconstantes e tive ciúmes por saber que ele não amava a mim e sim ela. Oh, céus! O que será de nós? Abandonados... Castigados... Esperando que em outra vida possamos redimir nossos erros. Eu me uni a Lady agora, contudo Brandon não deixou que a mágica final o atingisse. Encontro-me no mesmo local que sempre estive. Mas desta vez, estou sozinha, sem voz e sem movimento. Somente meus pensamentos estão comigo.

Ass: Lady Black Raven

***

Todos que estavam naquele restaurante, tentavam, sem êxito, entender o que acontecera há pouco instantes. Estavam mortos no chão, um casal. Nenhum sinal do ritual permaneceu registrado como uma pista do fato ocorrido. A pena negra brilhante e Siegfried haviam desaparecido. Os tormentos dos jovens Marx, Carol e Wanessa acabaram... Uns continuaram a seguir sua vida, passando sua borracha no passado. Outros, até hoje estão vivendo atormentados com seus erros. E ainda existiu aquele que encontrou na suposta morte, o fim de suas dores físicas e a perpetuação de suas dores espirituais, no árduo caminho de fragmentos ainda maiores do Vale dos Suicidas. A escola, que antigamente era habitado por espíritos, voltou a ser um lugar acolhedor, e futuramente, fora transformado em um orfanato, graças ao trabalho do  Soul Institute.


***
"Brandon, Brandon? Acorde meu amor!" Essa era a voz de minha esposa Cassie. Ao acordar visualizei-a envolta pela mesma luz que emanava de meu corpo. Ela seria um Anjo? Meu Anjo de Luz? Ela segurava algo.... alguém... alguém pequeno....inocente... Eu chorei muito antes de tudo se tornar mais nítido. "Amor? Você está bem?". Logo Cassie me abraçou. 

"O que aconteceu? Onde estamos?", disse confuso.

"Nós morremos, querido..." Olhei para trás e vi nossos corpos estirados e o carro capotado, ameaçando a qualquer hora incendiar. A imagem da discussão e do acidente na estrada vieram a tona. Eu olhei para o rosto do bebê, na tentativa de esquecer de tal cena. Era um menino. Ele riu para mim, no mesmo instante que Cassie ofereceu-me: "Quer segurá-lo?"

"Eu não sei. Ainda estou confuso."

"É normal. Você não acreditava em nada disso, não é?"

Eu não ousei discutir. Estava cansada demais. E eu estava segurando o meu filho. O meu filho!

***

Tudo que eu vivi durante esse tempo todo, fora real? Estava eu, em um estado de transe profundo rumo a morte, que só agora despertei? Vivi, como Edgar Allan Poe diz "um sonho dentro de um sonho"? Cheguei a conhecer Lindsay ou até mesmo a Lady Black Raven?


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