Capítulo 1: O começo

7/01/2015 07:21:00 AM

22 de novembro de 2012

Me chamo Raquel Alves.

Há tempos, estou sonhando com um índia que carrega em seu ombro um corvo sinistro. Ela tem um olhar triste, no qual pude enxergar sua lama perturbada e um coração partido em um altar de sentimentos, histórias, mentiras e ilusões. Ela consegue transferir todos os seus sentimentos diretamente ao meu coração, a minha mente.... Eu absorvo todos os seus receios, amores, dúvidas e descobertas. No final, comungo tudo isso à minha vida...







Nasci nas sombras dos pensamentos deprimentes (e senão dizer quase 'suicídas') de uma romântica e desiludida garota. 

Cansada de lutar batalhas intermináveis contra os embriagantes sentimentos de uma crente no amor (acima de tudo) e de uma temente da solidão, esta garota lançou-se em queda livre, de braços abertos para o nada que era a única coisa concreta em sua mente conturbada.


Lá, fraca, impotente, caída, rasgada pela dor e sufocada por um grito de NUNCA MAIS, que fora estamapado em sua pele como uma marca de um pacto conta a dominação de seus próprios sentimentos românticos, não se deu conta que moldara em seu interior, a criatura que libertaria sua alma das correntes de um amor que só lhe trazia dor, decepções e lágrimas...


Desenhando em sua pele, estigmas de sua solidão, atentando contra sua existência, por meio de palavras e pensamentos, já que o medo corrompia qualquer gesto de coragem que possuía, ela ecoou das trevas de seu coração amaldiçoado, mais um grito de desespero: ao mesmo tempo, esse grito significava a força com que ela expelia de suas entranhas, o outro lado adormecido de um anjo caído...

Eu nasci da tristeza dela, eu acariciei seu rosto e a abracei. 

Ela deitou em meu colo, enquanto eu cantava hinos das sombras... E assim, eu contava novamente toda a sua história complicada, toda a humilhação sofrida e criada por uma sociedade que idealizava um modelo de mulher que não correspondia com aquela apática garota em meu colo.

Eu sussurrei docilmente em seu ouvido, o protesto de sua mente: Eu sou a sua vingança contra a sociedade repressora e cruel!

Esse foi o dia em que eu consegui me libertar de meu criador! Lá no fundo, ela sempre soube que eu existia. Que eu era tudo que ela nunca podia ser, a realização do seu mais intrínseco desejo obscuro...

Como uma prova de meu espírito bondoso, aceitei dividir com ela aquele corpo, que converteu-se em tabernáciulo de minha alma errante.

Hoje sou mais do que o 'outro lado adormecido' que acordou do sono... Sou o seu grito de liberdade em todos os aspectos...

Muito prazer em te conhecer.

Sou a Lady Black Raven.


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2 comentários

  1. Que legal esse texto um pouco quanto auto-avaliativo :D
    Você é uma fofa :)

    www.vivendosentimentos.com.br

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  2. Obrigado amore. Continue sempre ligada em meu blog. Ah! Eu quero um daqueles marcadores seus! rsrsrs. Envio o livro próxima semana como sem falta. Essa semana foi meio dark pra mim (tô desempregada). Mas a vida continua! ;))

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