#Tag 12 meses de Poe- ano II- (julho)

7/26/2017 07:04:00 AM


 Conto


“[…] Foi Poe que encontrou um ponto de interseção entre os crimes reais e a ficção gótica. Ele escreveu seus contos de raciocínio, sendo aqueles da coleção sobre Dupin os mais famosos– Os assassinatos da Rua Morgue, A carta roubada e o Mistério de Marie Roget [...] Pode–se dizer que Os assassinatos da Rua Morgue é a primeira história de detetive moderna. A ideia por trás da pele da primeira história de detetive fora a de que: Observar atentamente é lembrar-se distintamente de algo [...] Poe chegou a considerar esse conto como um dos melhores [...]”BLOOMFIELD, Shelley Costa. Livro Completo de Edgar Allan Poe. São            Paulo: Mandras, 2008.

Leia o melhor conto policial, clicando no link abaixo:


        O conto em questão do ano de 1841, aborda os assassinatos na Rua Morgue, em Paris. Pelo caráter de mistério e de não racionalidade quanto a quem fosse o assassinato, este é um caso perfeito para o  detetive C. Auguste Dupin. Dotado de extrema inteligência, o detetive acaba descobrindo evidências que dão luz a este sinistro evento de violência.
           

O conto em questão me lembrou de uma música da banda britânica de heavy metal IRON MAIDEN que também sofreu influência dos contos de Edgar Allan Poe e em 1981 lança o cd KILLER, que contém uma música homônima ao conto acima mencionado. Veja o vídeo, a letra da música e a história desse conceituado cd: https://www.youtube.com/watch?v=Ob1q8jSYtQ4#action=share

“I remember it as plain as day
Although it happened in the dark of the night
I was strolling throught the streets of Paris
And it was cold it was starting to rain
And then I heard a piercing scream
And I rushed to the scene of the crime
But all I found was butchered remains
Of two girls laying side by side
Murders in the Rue Morgue
Someone call the Gendarmes
Murders in the Rue Morgue
Vite before the killers go free
There's some people coming down the street
At last someone's heard my call
I can't understand why they're pointing at me
I never done nothing at all
Well I must have got some blood on my hands
Because everybody's shouting at me
I can't speak French so I couldn't explain
And like a fool I started running away
Murders in the Rue Morgue
Someone call the Gendarmes
Murder in the Rue Morgue
Am I ever going to be free
And now I've gotta get away from the arms of the law
All France is looking for me
I've gotta find my way across the border for sure
Down the South to Italy
Murders in the Rue Morgue
Running from the Gendarme
Murders in the Rue Morgue
I'm never going home
Well I made it to the border at last
But I can't erase the scene from my mind
Any time somebody stares at me
Well I just started running blind
Well I'm running throught the shadows tonight
Away from the staring eyes
Any day they'll be looking for me
Cause I know that I show the signs of...
Murders in the Rue Morgue
Running call the Gendarmes
Murders in the Rue Morgue
Runnin' from the arms of the law
Murders in the Rue Morgue
Running call the Gendarmes
Murders in the Rue Morgue
Am I ever gonna be free
It took so long an I'm getting so tired
I'm running out of places to hide
Should I return to the scene of the crime
Where the two young victims died
If I could go to somebody to help
It would get me out of trouble for sure
But I know that it's on my mind
That my doctor said I've done it before
Murders in the Rue Morgue
They've gone from me
Murders in the Rue Morgue
I'm never going home”

Iron Maiden


Killers, lançado em 1981, é o segundo álbum do Iron Maiden, o primeiro a contar com o guitarrista Adrian Smith, e o último do vocalista Paul Di'Anno. Foi ainda o primeiro álbum do produtor estreiante Martin Birch, que produziu todos os álbuns do Iron Maiden até 1992. [...] Ainda foi adicionada a música "Twilight Zone". A música "Murders in the Rue Morgue" foi baseada em um conto homônimo do escritor Edgar Allan Poe. "Rue Morgue" é uma rua ficcional em Paris que em português significa "Rua da Morgue". O álbum foi relançado em 1998 junto com um CD bônus.
Disponível no site: pt.wikipedia.org/wiki/Killers


Poesia

que bastante razão tinhas,
quando comparaste meus dias a um sonho.
[...]
Ah! meu Deus!
E não posso salvar um ao menos da fúria do mar?
O que vejo, o que sou e suponho
será apenas um sonho num sonho? (p. 14)  
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Em 1849 Poe publicava o poema A dream within a dream, no qual temos a realidade versus a ilusão em jogo. É evidente que a brevidade da vida e a suposição de que tudo que vivemos e que na morte, não conseguimos agarrar quando partirmos para outra vida, nossas lembranças e desejos, tudo isso fez parte de um grande sonho em que vivemos, lutamos e muitas vezes choramos.

Apesar das aparentes diferenças entre as duas estrofes, elas estão ligadas pela semelhança irônica de suas naturezas evanescentes. Na primeira imagem, o narrador está deixando seu amante, indicando uma sensação de finalidade (e mortalidade) para seu amor. Assim, a queda de grãos de areia na segunda estrofe lembra a imagem de uma ampulheta que, por sua vez, representa a passagem do tempo. À medida que a areia se afasta até que todo o tempo tenha passado, o tempo dos amantes também desaparece, e a areia e o romance se transformam em impressões de um sonho. Através da aliteração em "grãos da areia dourada", Poe enfatiza a natureza "dourada" ou desejada da areia e do amor, mas ele mostra claramente que nem é permanentemente atingível.
Disponível no site: http://www.gradesaver.com/poes-poetry/study-guide/summary-a-dream-within-a-dream
Sempre confira no blog da Anna Costa e na página do facebook sobre o projeto 12 meses de Poe- ano II. 
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Até próximo mês com mais leituras de Poe!

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