Capítulo 3: Espelho

Quando Tom e eu chegamos, Paul já tinha bebido uma grade de cerveja. Não era preciso muito para fazer Paul ficar maluco. Ele em sua sã consciência já era um bêbado que só dizia asneira. Por mais que fôssemos tão diferentes, eu aprendi a olhar meus amigos como uma extensão de uma família alternativa. Tinha que amá-los e suportá-los. Tudo bem que de vez em quando eu e Marrie vivíamos nos estranhando, devido o seu ar de esnobe, mas jamais desejamos o mal uma para a outra... Bem... de minha parte eu posso confirmar, mas da parte dela apenas suspeito que seja recíproco. 

Tom foi logo assumindo seu posto na direção, em razão do estado atual de embriaguez de seu amigo. Não poderíamos morrer antes de chegar ao nosso destino vitimados por um motorista bebo às cegas que mal sabia urinar sem molhar as calças. Passado um dado tempo, avistamos a floresta de nossa aventura. Ignorei o arrepio que tive. Talvez ele fosse oriundo pelo fato de estar perto de Tom e dele ter aproveitado um momento em que Marrie e Paul estavam distraídos, para acariciar minha pernas. Nesse momento, senti uma pontada de dor no meu pulso, justamente onde há poucas horas havia um fragmento do vidro do espelho do meu quarto. Droga! Aquele espelho era uma relíquia de família... Era sagrado... Nossa família tinha uma tradição de presentear a menina da próxima geração que completasse quinze anos.. Foi o que minha avó fez, minha mãe e agora, nas minhas mãos, mesmo que houvesse uma rara oportunidade de ter um filho (ainda faltava o homem que me quisesse), agora, se eu tivesse uma menina, ela teria que se contentar com um espelho remendado.. 

Certas ocasiões, olhar para aquele espelho era algo pavoroso. Tinha a sensação de ser observada. Por mais racionalidade possível, precisava apenas de um minuto de fraqueza para que essa sensação de um olhar ou força invisível  me causasse a sensação de ser violada.

Enquanto os outros comiam alguma besteira, pensei em dar uma volta pelos arredores, tentar tragar um tipo diferente de ar dessa atmosfera nova. Era um local de certo ar mágico também. Havia um lado lindo da natureza que eu adorava ver se manifestar. Contudo, essa mesma natureza que me convidava a admirá-la, também parecia traiçoeira.

Tive um susto ao notar que parecia que havia outros aventureiros na floresta. Digo isso, porque não percebi a aproximação de uma garota. 

"Ei, tudo bem? Se você resolveu desbravar a floresta sozinha, tome cuidado! Em companhia já é perigoso, imagine sozinha... Onde estão seus amigos?", falei para essa garota que parecia estar sozinha, me observando por entre as árvores.

"Bem... Na verdade, sou maluca mil vezes do que você... Estou nessa aventura sozinha. Sinto-me em casa, sabe? Qual é o seu nome?"

"Rebeka Williams, e você?"

"Kassadra Kustkry, prazer em conhecer você, jovem!"

"Não quer se juntar a mim e mais três loucos amigos?" eu estava com uma sensação ruim ao ver essa garota tão desprotegida... Tudo bem que ela parecia confiante em ter essa aventura sozinha, mas não hesitei de convidá-la a se juntar ao meu grupo.

"Relaxa, Beka, está tudo bem... Siga essa trilha... quem sabe a gente não se esbarra, não é? Dizem que tem uma casa mal assombrada que pertenceu a uma bruxa muito antiga, que teria residido nessa cidade ainda quando aqui só era um simples vilarejo. Estou levando uns equipamentos para verificar a existência de fantasmas. Sou pesquisadora paranormal."

"Bem sinistro se fosse verdade. Mas acredito que é uma casa normal. As pessoas inventam coisas para atrair turistas."

"Ok... boa sorte, Beka".

"Boa sorte, Kassandra. Cace muitos fantasmas por mim!"


Panofobia
Mantenha os intrusos fora! Levante a ponte levadiça!
O inimigo saqueou o que tinha acabado reconstruído!
Agora o jardim está em simetria serena
E severa teoria de cores.

Raízes lentamente envenenando
Por meio de sementes plantadas estrategicamente. Estamos muito mais seguro auto-preservados.
Deixe o Mar Morto se levantar.
Não, os cães de guarda não são robôs.
Eles não podem se defender contra as iscas deles.
Portas que se soldam atrás de você e dos livros que voam como pássaros.

Esmagado por mochilas cheias de munição, carrinhos de bagagem distraída defesa.
E as tropas esgueiram-se sem serem detectados, charadas começam, começar a pretensão.
Pensamento obsessivo em aposentos reais convida guerreiros de tróia a entrar.
Pequenas exceções parecem tão inofensivas, pequenas vitórias, vitórias pequenas.

E agora por que o plano falhou? Estamos aqui sentados sem rumo mais uma vez.
Com todas as unidades implantadas plenamente, como é que o deixamos entrar?
Todos os cabos concordaram: tolerância zero imposta.
Mas frio como maçanetas fui eu de alguma maneira ainda abri as portas.

Cada batalha perdida é uma milha ganhada na linha do tempo.
Todos nós tememos os últimos centímetros, mas eles estão tão longe que estamos cegos.
Cada batalha perdida ...

Uma equipe disfuncional, nós somos, ninguém seguindo as regras.
Sim, eu farei o meu melhor para protegê-lo, mas sua desobediência se interfere.
Esqueletos escapam da carne como formigas através de punhos firmemente cerrados.
Desta vez destrona o tirano!

Que declaração contraditória - suicida auto-preservacionista.
Embora a lógica entenda, câmaras de prisão ainda existem.
Câmaras do leste e a oeste conspiram, os vizinhos do norte e sul se unem.
Com o funcionamento quatro contra mim, eu sou vista impotente e perdida!

Cada batalha perdida é uma milha ganhada na linha do tempo.
Todos nós tememos os últimos centímetros, mas eles estão tão longe que estamos cegos.
Cada batalha perdida ...

Esta é uma entrada forçada. Isto é algometria.
Isto é panofobia.
Imunidade que adoece.
Esta é uma entrada forçada. Isto é algometria.
Isto é panofobia.
Retirado, tijolo por tijolo.
Esta é uma entrada forçada. Isto é algometria.
Isto é panofobia.
Este é o último conflito.

Cada batalha perdida ...

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